Programação Completa

FLIGÊ – FEIRA LITERÁRIA DE MUCUGÊ

SOMOS PAISAGENS DE SERTÕES EM ROTAS DE COMPOSIÇÃO

10 a 13 de agosto de 2017 Mucugê/Chapada Diamantina – Bahia

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PRIMEIRO DIA – QUINTA-FEIRA – 10 DE AGOSTO

 

09h – INFORMAÇÕES E CREDENCIAMENTO DA IMPRENSA

Toca da Fligê (estande da Fligê)

Local: Calçadão Literário

Data: 10 | Quinta – Horário: 09h

 

16h – ABERTURA DOS ESTANDES (REDES SOCIAIS)

Local: Calçadão Literário

Data: 10 | Quinta – Horário: 16h

 

17h – DESFILE LÍTERO MUSICAL PELAS RUAS DO CENTRO DE MUCUGÊ (REDES SOCIAIS)

Participação da Filarmônica 23 de Dezembro regida pelo maestro Dorival Ferreira. Desfile com o público, participantes e estudantes da rede pública de ensino.

Local: Concentração na Praça da Igreja Santa Isabel

Data: 10 | Quinta – Horário: 17h

 

18h – ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “A TERCEIRA MARGEM” (AILTON)

Expografia: Vinicius Gil (Purki)

Exposição: Silvio Jessé

Montagem: Edilando Ferraz

Local: Centro Cultural (anexo)

Data: 10 | Quinta – Horário: 18h

A terceira margem de um lugar, que foi lugar, que secou que diluiu que reergueu que afogou.

A terceira margem que insistentemente re-volta e não deixa de ser paisagem, que desaparece, e que recobra.

A terceira margem que não se delimita, ultrapassa muda de nível, reaparece.

Do leito que era praça, palco de uma historia que sedimenta-se ao profundo de Canudos.

Buscar as rotas em composição em camadas em outros lugares em terceiras margens, em paisagens em rotas de (dis)(com)posições.

 

Há na mostra expográfica uma terceira margem marcada pela ausência do rio. A ausência é o que consome e some o fluxo da existência. Em qual tempo e espaço estaria a terceira margem? No próprio fluxo da memória que personifica ausências. Ausências da mãe, do pai, do filho… dos descendentes. Ausência do rio, da água e do que submerge como ruínas.

Permanece-se Prisioneiro. Prisioneira de nossas próprias indagações.

Busca-se respostas mais do que indagações, contudo  cada uma das obras que compõem  exposição Canudos: a terceira margem são elos de um único enunciado discursivo que deve ser visto como um novo elo de enunciados precedentes. Não sem motivo, além de Euclides e Canudos, revozeia-se em terceira margem, a do rio, (a) de Guimarães Rosa, se o olhar que sobre aquilo se expõe, assim revelar de uma determinada imagem que poderá confirmar, complementar como conhecidas pelo alguém que com essa exposição interage.

O leitor posiciona-se para ler, sentir, olhar Canudos: a terceira margem com a consciência social da ausência física de um lugar, de uma terra que foi submersa, de uma sangrenta guerra que reverbera messianismo e palavras de que lugares santos seriam resgatados, homens e mulheres sublimados, culpa e perdão, remissão e glória.

Outra margem se avoluma, ao correlacionar essas ausências do que foi vivido com o que se construiu acerca dos episódios, por isso nos posicionamos como intérpretes das matrizes artísticas de Silvio Jessé e Vinicius Gil (Purki) nas provocações que desestabilizam o nosso olhar de espectador causando-nos o incômodo capaz de incitar mergulhos em uma outra paisagem, a da terceira margem, em imersão e  emersão, movimentos das entradas possibilitadoras de interação que a mostra expográfica, convida, suscita e indaga a cada pessoa que a ela se debruça a interpretar.

Em um dia qualquer, com anúncios, mas sem despedida, tudo terra vira água, tudo sertão torna-se mais ainda áridas paisagens, impondo êxodos e novas rotas de (dis) (com) posições aos sujeitos daquele lugar.

Sólido, liquido.

Firmeza, inconsistência.

Solo, água.

Profundeza, margens.

Vastidão…

 

Créditos

Mostra Canudos – A Terceira Margem

Exposição: Silvio Jessé

Expografia: Vinicius Gil (Purki)

Montagem: Edilando Ferraz

 

Texto Curatorial: Ester Figueiredo, Lana Sheila Rocha

Pesquisa Literária: Clara Carolina Santos

Curadoria: Ester Figueiredo

 

19h – SOLENIDADE DE ABERTURA (DÉBORA)

Local: Centro Cultural

Data: 10 | Quinta – Horário: 19h

20h – CONFERÊNCIA DE ABERTURA  (DÉBORA)

Local: Centro Cultural

Data: 10 | Quinta – Horário: 20h

Tema: Entre Sertões e Chapadas: sentidos e metáforas

Mediadora: Maria Cristina Dantas Pina (UESB)

 

Conferencista: Ruy Herman de Araújo Medeiros (UESB)

Nascido em Remanso, Bahia, em 01/02/1947. Advogado. Doutor e Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade pela UESB. Possui graduação em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1971). Cursou Especialização em Direito: “Novos Direitos e Direitos Emergentes” pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB. Atualmente é professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB e membro do Museu Pedagógico da UESB. Tem experiência nas áreas de História do Direito, Direito do Trabalho, Movimentos Sociais e História Cultural. Tem livro sobre o tema e já publicou inúmeros artigos em revistas especializadas e jornais, proferiu inúmeras palestras e ministrou cursos para formação de sindicalistas. Pesquisa História Regional e História Local.

 

Ementa: Sertões e Chapadas: os nomes e seus sentidos. Sertão e História. O que são Sertões em Euclides da Cunha.

 

21h – CONCERTO LÍTERO MUSICAL  (JOANA)

Local: Centro Cultural

Data: 10 | Quinta – Horário: 21h

Dos sertões e outras terras

Com João Omar de Carvalho Mello, Petrônio Joabe e Elton Becker

 

A prosa de acento erudito e cientificista de Euclides da Cunha resgata e recria os caracteres da caatinga, o campo branco, o sertão; terreno da eternidade e da solidão, que instigou Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna. O concerto “Dos Sertões & Outras Terras” remete ‘a obra de Euclides, é claro, porém, como o sertão é o mundo todo, decidiu-se juntar por fé de ofício obras de Villa-Lobos, Luiz Gonzaga, Elomar Figueira Mello e outros compositores que, de alguma maneira, ajudaram a compor as paisagens de uma identidade nacional fundada a partir dos sertões, em suas memórias e esquecimentos da Europa. Este concerto faz parte do “Projeto Música & Literatura”, criado pelo maestro João Omar, o violonista Petrônio Joabe, o solista Elton Becker e a professora de literatura Lana Sheila. Esse nosso projeto existe há 13 anos e já foi apresentado em várias capitais brasileiras, a exemplo de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo; no Rio de Janeiro, na Biblioteca Nacional; em Belo Horizonte, no museu Abílio Barreto; e, claro, em Salvador, na sala de concerto do SESC-Pelourinho.

 

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SEGUNDO DIA – SEXTA-FEIRA – 11 DE AGOSTO

 

OFICINAS  (DÉBORA)

Local: Colégio Horácio de Matos

Data: 11 I Sexta – Horário: 08h

 

Tema: Musicalização

Vagas: 12

Ministrante: Rodrigo Sestrem

Poeta, compositor, músico, ator e palhaço. Tem no cordel sua expressão poética mais forte. Tem músicas gravadas por diversos artistas do cenário nacional, como Alcione, Leo Pinheiro, Marcus Lima, entre outros. É co-fundador da Cia Mulungo (2008 – 2010), dirigida por Oswaldo Montenegro, tendo participado de longa-metragem (Léo e Bia – Oswaldo Montenegro) e programas televisivos (Na Trilha de Macunaíma – Canal Brasil / Filhos do Brasil – Canal Brasil). É fundador também da Cia ViRô de Atos Brincantes, projeto ao qual se dedica atualmente. Realiza oficinas e shows por diversas cidades do Brasil (Mucugê, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Aracaju, etc).

 

Ementa: Cantigas de Roda tradicionais para estimular a manutenção da cultura e da tradição oral do Brasil; Brincadeiras musicais para, através do lúdico, permitir que cada criança descubra e desenvolva sua própria musicalidade; Jogos de improvisação para desenvolver e estimular a criatividade; Percussão corporal para estimular o ritmo e a coordenação motora.

 

Tema: Animação

Vagas: 12

Ministrante: Larissa Nakashima

Graduada em Desenho de Moda e Pós-Graduada em Criação de Imagem e Styling. Trabalhou três anos com produção fotográfica para o estúdio Unitá Comunicação/Editora Minuano. Em 2011 entrou para a empresa de varejo Madame Ms como Assistente de Estilo e Compras e logo em seguida, para o departamento de Marketing, Produção e Fotografia, atuando durante mais de quatro anos. No início de 2016, atuou como assistente de animação na produtora Coala Filmes, no projeto de série stop motion, “Angeli, The Killer”. E atualmente, continua na mesma função em outro projeto de longa-metragem, “Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente”. Colaborou em mais dois projetos em processo na parte artística – “Gildo” – série infantil que mistura técnicas de animação 2D, stop motion e cut out e “Pátio de Escola” – série infanto-juvenil que mistura técnicas de animação em stop motion, cut out e live.

 

Ementa: Essa oficina pretende ensinar os princípios básicos da animação stop motion com objetos aleatórios. A ideia seria, no primeiro dia de aula, iniciar os alunos na parte teórica para entender mais sobre os conceitos de framerate, timing e spacing. Entendidos esses princípios, os alunos iniciarão a parte prática. No primeiro dia, será uma atividade mais simples para entender o funcionamento do Dragon Frame, programa utilizado para esta técnica. No segundo dia, os alunos farão uma atividade prática mais elaborada até a conclusão da oficina.

 

Tema: Escrita Criativa

Vagas: 15

Ministrante: Eva Mota

Jornalista formada em 2007 pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB; Designer de Interiores e Mobiliário formada em 2003 pela Escola Baiana de Arte e Decoração – EBADE; Especializada em Empreendedorismo Criativo pela escola de coaching paulista Espaçonave. Trabalhou em empresas de Televisão como a TVE Uesb; Rede Bahia – TV Sudoeste e Record Bahia por oito anos ocupando cargos como produtora, apresentadora, editora e repórter. Há quatro anos criou o primeiro blog voltado para decoração criativa e acessível do estado, o Ateliê Casa de Maria. Trabalha como designer projetando interiores residenciais, comerciais e móveis em madeira tanto presencialmente quanto online. Pesquisa as novas Economias, a Criativa e a Colaborativa, além do Empreendedorismo Criativo e modelos de negócios sustentados pela criatividade.

 

Ementa: Na oficina de Escrita Criativa a ideia é abordar a origem das novas economias, criativas e colaborativas, como elas se desenvolvem e o impacto delas no nosso modo de vida. Falar dos mitos sobre a criatividade, conceitos e o uso da criatividade como fonte essencial de um modelo de transição social. Estudo objetivo da prática criativa e a escrita para diferentes meios. Apresentação e análise de perfis pessoais multipotenciais. Interlocução entre o uso da criatividade e a interação, escoamento e acessibilidade da mesma causada pela comunicação na internet.

 

Tema: Brinquedos Lúdicos

Vagas: 20

Ministrante: Virgínia Moraes

Psicóloga com mestrado em Psicologia e doutorado em Educação e Contemporaneidade; professora assistente da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, coordenadora do Colegiado do Curso de Psicologia da UESB e do Grupo de Pesquisas e Estudos Infância e Educação Infantil (UESB). Pesquisa infância, desenvolvimento infantil e brincadeira, a partir dos pressupostos de Vigotski.

 

Ementa: O foco central desta atividade é a criação de um espaço/momento no qual crianças, educadores, pais e demais profissionais que atuam com crianças possam vivenciar a atividade do brincar, tendo a sucata como suporte. A proposta tem caráter educativo, social e cultural, como possibilidade de criação para os participantes, ressalta as interações sociais e potencializa o desenvolvimento de cada sujeito dentro do grupo, na medida em que considera as brincadeiras já conhecidas dos participantes e a (re)criação a partir do material disponível e das relações estabelecidas no momento da vivência.

 

Tema: Contação de histórias para professores

Vagas: 20

Ministrante: Ana Amélia Medrado

Arte-Educadora com formação e experiência educacional em Letras Vernáculas e Literatura Brasileira pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Pós Graduada em Literatura Infantil e Contação de Histórias na Escola pela Uniara.  Desenvolveu o projeto ”Quem conta um conto aumenta um ponto, dois pontos, uma vírgula…” na comunidade de João Correia – Mucugê (Ba). Ministra cursos de Produção Textual para alunos do ensino médio e Professores. Atualmente leciona pela Secretaria de Educação da Bahia no Ensino Médio na área de Literatura e Redação.

 

Ementa: A oficina ressaltará a importância da utilização dos contos de fadas como ferramenta educacional e primordial relevância no processo ensino aprendizagem. Os participantes terão acesso as teorias e as técnicas a serem utilizadas na arte de contar histórias. Como se trata e uma oficina essencialmente voltada para educadores, alguns pontos serão priorizados; a leitura como elemento base para o desenvolvimento humano; vivências lúdicas; práticas pedagógicas como motivadoras da imaginação, do raciocínio e da inclusão.

 

09h – FLIGEZINHA – (PRAÇA CEL. PROPÉRCIO)  (INDHIRA)

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E BATE-PAPO

Local: Calçadão Literário

Data: 11 | Sexta – Horário: 09h

 

Título: A história de Dandara e Kenderê

Contadora: Sá Binidita (Rosa Griô)

Contadora de histórias, bonequeira, griô aprendiz, produtora cultural, coordenadora do Ponto de Cultura Ciranda de Bonecos, atuação na área da arte-educação como facilitadora de cursos em mediação de leitura, contação de histórias, oficinas de arte e identidade, rodas de pedagogia Griô, nos espaços dos Pontos de Cultura, Bibliotecas, escolas, universidades, instituições culturais, festivais, feiras, seminários, congressos dentre outros. Historiadora pela UNEB (Universidade Do Estado Da Bahia) Thetahealing e Terapeuta Comunitária.

 

Ementa: Contação de Histórias com Sá Binidita e vivência da Pedagogia Griô, rodas, cirandas, brincadeiras ancestrais, jogos de verso. Rodas de encontros com ciranda, música, brincadeira, Toré e contação de histórias. Binidita nos conta histórias da África e mitos dos sertões das pequenas cidades da Chapada Diamantina. Sá Binidita é uma boneca que representa as avós, as griots, contadoras de histórias, benzedeiras, parteiras, raizeiras, sambadeiras, mães de santo dentre tantas outras mestres da tradição oral.

 

Título: O Reino dos Mamulengos

Contadora: Flávia Pacheco

Baiana, arte-educadora, griô aprendiz, brincante, bonequeira, atriz, artesã, consultora pedagógica e professora efetiva de Literatura e Arte na Rede Estadual de Ensino da Bahia. Foi finalista do “Prêmio Servidor Cidadão” em 2008 com o projeto “Casinha dos Sonhos” em Rio de Contas; contemplada com o “Prêmio Griô na Escola, na Internet e na TV” em 2012; aprovada no Edital Ação Griô Bahia 2015. Recebeu em 2016 a titulação de Honra ao Mérito no “Prêmio Educador Nota 10” da Fundação Victor Civita. Coordena e ministra oficinas e palestras em encontros de formação de professores. Monta, dirige, produz e atua em peças de teatro para crianças desde 2001.

 

Sinopse: A aula-espetáculo é baseada no livro “O Reino dos Mamulengos” de Stela Barbieri e Fernando Vilela e conta a história de Severino, um rapaz que resolveu sair pelo mundo em busca de sua sorte. Era especialista em fazer e manipular mamulengos e se destacava pelo seu humor e inteligência sem igual, mas sua aparência não mostrava essa sua habilidade. Levava seus cenários, bonecos, instrumentos musicais e ferramentas em sua mala, que vivia caindo por onde ele andava.

 

Livro: Contos e Fábulas: minha fascinação

Autora: Regiane Lima Valadares

Doutora em Educação pela USF, com doutorado sanduíche na Universidade de Lisboa. Mestra em Educação e Especialista em Educação Ambiental. Bióloga, Professora, Técnica da Secretaria Municipal de Educação em Itagibá/BA. Professora com experiência em alfabetização, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Atuou em tutoria no Ensino Superior e no Magistério (PROFORMAÇÃO). Área de estudo: Identidade e formação de professores. Autora das seguintes obras: Formação de Professores: dos desafios aos impactos na atuação docente (2016), Modos de identificação de professor(a): tramas discursivas (2017), A arte costurar palavras (poesias infantis) (2016) e participação em diversas antologias poéticas.

 

Ementa: Animais falantes, flores, pessoas e situações tudo num mundo de cores de muitas emoções nas páginas que aqui te esperam. Tudo é magia e festa, as fadas já leram agora só resta você chegar. Bem vindo ao mundo da fascinação.

 

10h – FLIGECINE (AILTON)

Local: Casa da Filarmônica

Data: 11 I Sexta Horário: 10h

Filme: O fim e o princípio

Comentário: Rogério Luiz Oliveira (UESB)

 

O FIM E O PRINCÍPIO, de Eduardo Coutinho, 2005, DOCUMENTÁRIO NACIONAL, 118 min.

 

Sinopse: Sem pesquisa prévia, sem personagens, locações nem temas definidos, uma equipe de cinema chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias para contar. No município de São João do Rio do Peixe a equipe descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradores – na maioria idosos – contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra.

Ficha Técnica:          
Direção e Roteiro: Eduardo Coutinho           
Produção: Eduardo Coutinho, Maurício Andrade Ramos e João Moreira Sales
Desenho de produção: Raquel Freire Zangrandi        
Fotografia: Jacques Cheuiche          
Edição: Jordana Berg

10h – PALESTRA com sessão de autógrafos após o bate-papo (JOANA)

Local: Centro Cultural

Data: 11 I Sexta – Horário: 10h

Tema: Ubuntu e a Kalunga: Por uma justiça afro-brasileira

Mediador: Humberto José Fonseca (UESB)

 

Palestrante: Sérgio São Bernardo

Doutorando do Programa de Doutorado Multidisciplinar e Multi institucional em Difusão do Conhecimento-UFBA, Mestre em Direito Público pela Universidade de Brasília/UNB (2007), Bacharel em Direito e advogado pela Universidade Católica do Salvador/UCSal (1990), licenciado em Filosofia pela Universidade Católica do Salvador/UCSal (1997), e especializado em Direitos Humanos pela Universidade Estadual de Feira de Santana/UEFS (2000). Atualmente é Professor Assistente da Universidade do Estado da Bahia – UNEB / Departamento de Ciências Humanas Campus I, lecionando as disciplinas de Filosofia do Direito, Hermenêutica Jurídica e Direito do Consumidor, Ex Superintendente do PROCON-Bahia, Ex Coordenador Estadual do Programa Bolsa Família-Bahia, Ex Coordenador Executivo de Políticas de Igualdade Racial da Sepromi-Bahia, tem experiência profissional nas áreas de Direito e Políticas Públicas, Relações de Consumo, Relações Raciais. Desenvolve estudos nas áreas da filosofia latino-americana, filosofia afro-brasileira, filosofia do direito, pragmatismo universal e ética do discurso. Ex-Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia, atualmente é Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-Bahia e Coordenador Executivo do Instituto Pedra de Raio – Justiça Cidadã, autor do Livro Xangô e Thémis, estudos sobre direito, filosofia e racismo (2015).

 

Ementa: É possível afirmar um direito afro-brasileiro? Existe um repertório comum que informa e unifica este direito? Existe uma base sociocultural que legitima a emergência dessa ético-jurídica? Este direito pode ser universalizável como pressuposto de justiça a outras comunidades não africanas? Estas são as indagações que proponho tematizar para sugerir a possibilidade de um debate nos campos da antropologia jurídica, da filosofia africana e da filosofia do direito. Como podemos entender as diversas formas de lidar com os costumes e tradições originados do processo civilizatório afro-brasileiro em confronto com o direito germano-românico, fenomenológico, positivista e culturalista do direito brasileiro? As comunidades tradicionais e as referências mais ancestralizadas das nossas experiências comunitárias (candomblé, capoeira, quilombos, umbanda, irmandades, organizações públicas e secretas etc.) dão conta de que os valores e noções de justo têm sempre acompanhado as noções de integração e comunhão com a natureza, uso comunitário e coletivo da propriedade, restituição no lugar de retribuição de pena, famílias extensas etc.

 

12h – ENTRE LIVROS E CANÇÕES  (REDES SOCIAIS)

Local: Calçadão Literário

Data: 11 I Sexta – Horário: 12h

Show com Roque Luy

 

13h – LEITURA VIVA (REDES SOCIAIS)

Apresentações artísticas, declamações, cordel, intervenções espontâneas

Local: Calçadão Literário

Data: 11 I Sexta – Horário: 13h

 

14h – MESA DE CONVERSA (DÉBORA)

Local: Centro Cultural

Data: 11 I Sexta – Horário: 14h

Título: Os percursos da leitura inclusiva

Mediadora: Selma Matos (UESB)

Participantes: Lilian Menenguci, Arnaldo Godoy e Angelita Garcia

 

Lilian Menenguci: Doutora em Educação, linha de pesquisa Diversidade e Práticas Educacionais Inclusivas, pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes,2012). Mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes,2005). Especialista em Acessibilidade Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ,2014). Especialista em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes,2000) e Psicopedagoga pela Universidade de Vila Velha (UVV,1999). Licenciada em Pedagogia, pela Faculdade de Ciências Aplicadas Sagrado Coração (Faciasc,1996). Professora da Educação Básica, do quadro efetivo do Magistério, na Prefeitura de Vitória (desde 2002). Professora da Rede de Ensino Doctum (desde 2009). Professora da Faculdade Brasileira Multivix (desde 2014). Tem experiência na área da Educação, com ênfase em Educação Especial e processos de ensino e aprendizagem na perspectiva inclusiva e formação de professores profissionais da Educação. Pesquisa a religação de saberes e a razão sensível, a partir de Gregory Bateson e Edgar Morin. Desenvolve projetos na área de Gestão, Produção Cultural e atua como atriz (DRT 897-02/ES). Autora de “Os medos de Lili” (literatura infantil); “Casa de Papel” (infanto-juvenil); “Palarvas de Borboletras” (poesia brasileira), ambos pela Editora Cousa (2012); e “Educação, Educação Especial, Inclusão e Arte: para além do chão e dos muros da escola comum” (2013), pela Editora Appris. Organizadora do livro “Memórias de Alfabetização: narrativas sobre o aprender a ler e a escrever” (2015) pela Editora Pedregulho. Autora de “A Criança Mágica” (2017) pela Pequena Cousa.

 

Arnaldo Godoy: Nasceu no Rio de Janeiro, em junho de 1951, e mora em BH desde criança. É professor de História, graduado pela UFMG, e professor licenciado do Instituto São Rafael. É membro dos Conselhos Municipais do Patrimônio Histórico e da Educação. Está no quinto mandato como vereador (1993/1996, 2000/2004, 2005/2008 e 2009/2012 e 2013 em diante). Ajudou a fundar o SIND-UTE e o PT de Minas Gerais e é membro da Sociedade de Amigos do Teatro Marília, dos Amigos do Arquivo Público Municipal e dos Amigos do Museu Histórico Abílio Barreto, do qual foi diretor em 1997 e 1998. Um convite do então prefeito Célio de Castro o levou ao cargo de secretário de Cultura de Belo Horizonte, no qual permaneceu do início de 1999 até março de 2000. Sua experiência no Executivo deixou um grande saldo cultural para BH, solidificando a política de internacionalização da cidade e implementando a descentralização cultural, além da ampliação e melhoria dos aparelhos públicos (foi em sua gestão que a prefeitura adquiriu a sede própria do CRAV, construiu o Anexo do Museu Histórico Abílio Barreto e o galpão do Centro Cultural Lagoa do Nado, além de transferir a secretaria para o Edifício Chagas Dória, imóvel tombado pelo patrimônio). Registrou um depoimento tocante no documentário “Janela da Alma”, de João Jardim e Walter Carvalho*.

 

Angelita Garcia: Socióloga, atua profissional e voluntariamente em projetos e programas voltados para a área de direitos humanos e inclusão social, fazendo interface com participação comunitária e políticas públicas. É articuladora da Rede Nacional de Leitura Inclusiva, um projeto da Fundação Dorina Nowill para Cegos que tem por disseminar a leitura inclusiva pelo Brasil.

 

14h – FLIGEZINHA – (PRAÇA CEL. PROPÉRCIO) (INDHIRA)

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA E BATE-PAPO

Local: Calçadão Literário

Data: 11 | Sexta – Horário: 14h

 

Título: A história de Dandara e Kenderê

Contadora: Sá Binidita (Rosa Griô)

Contadora de histórias, bonequeira, griô aprendiz, produtora cultural, coordenadora do Ponto de Cultura Ciranda de Bonecos, atuação na área da arte-educação como facilitadora de cursos em mediação de leitura, contação de histórias, oficinas de arte e identidade, rodas de pedagogia Griô, nos espaços dos Pontos de Cultura, Bibliotecas, escolas, universidades, instituições culturais, festivais, feiras, seminários, congressos dentre outros. Historiadora pela UNEB (Universidade Do Estado Da Bahia) Thetahealing e Terapeuta Comunitária.

 

Ementa: Contação de Histórias com Sá Binidita e vivência da Pedagogia Griô, rodas, cirandas, brincadeiras ancestrais, jogos de verso. Rodas de encontros com ciranda, música, brincadeira, Toré e contação de histórias. Binidita nos conta histórias da África e mitos dos sertões das pequenas cidades da Chapada Diamantina. Sá Binidita é uma boneca que representa as avós, as griots, contadoras de histórias, benzedeiras, parteiras, raizeiras, sambadeiras, mães de santo dentre tantas outras mestres da tradição oral.

 

Livro: Coletânea Janelinhas Encantadas

Autora: Joyce Lima

Doutora em Educação pela USF, com doutorado sanduíche na Universidade de Lisboa. Mestra em Educação e Especialista em Educação Ambiental. Bióloga, Professora, Técnica da Secretaria Municipal de Educação em Itagibá/BA. Professora com experiência em alfabetização, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Atuou em tutoria no Ensino Superior e no Magistério (PROFORMAÇÃO). Área de estudo: Identidade e formação de professores. Autora das seguintes obras: Formação de Professores: dos desafios aos impactos na atuação docente (2016), Modos de identificação de professor (a): tramas discursivas (2017), A arte costurar palavras (poesias infantis, 2016) e participação em diversas antologias poéticas.

 

Ementa: Trata-se de uma coletânea com textos de diversos autores, abordando os gêneros textuais poesias e contos infantis. Livro composto de duas partes, sendo que na primeira parte constam os textos e na segunda estão ilustrações dos textos para o leitor colorir. O livro foi pensado como um instrumento para incentivar a leitura de uma forma prazerosa e lúdica. Organizado por Joyce Lima, Regiane Lima Valadares e Marilin Manrique. Editado pela Editora Becalete, em 2017.

 

16h – BATE-PAPO COM O ESCRITOR com sessão de autógrafos após o bate-papo (INDHIRA)

Local: Centro Cultural

Data: 11 I Sexta – Horário: 16h

Título: A composição da escrita poética

 

Autor: Zack Magiezi

Começou a expressar seus pensamentos por meio da internet em 2014 e já tem uma legião de leitores que acompanham seus perfis. Nascido em São Paulo, já morou em Belo Horizonte e Salvador. Estudou História, Teologia e Letras. Sua poesia é influenciada por todos estes cursos. Publicou seu primeiro livro, Estranheirismo, em abril de 2016. Tornou-se conhecido por publicar Notas sobre ela, que são pequenos retratos da essência feminina. Os textos são acolhidos por um grande número de mulheres, incluindo um grande número de celebridades. “Notas sobre ela” dão o título de sua segunda publicação, em pré-venda pelas principais livrarias on line do país.

 

Livro: Notas Sobre ela

Ementa: Ao retratar a mulher da infância à maturidade, Zack Magiezi mergulha no universo e na aura femininos revelando suas nuances, facetas e matizes. Dos picos de solidão noite adentro às alegrias ensolaradas à beira-mar; dos cheiros e tatos da inocência às expectativas que ora se cumprem ora se quebram; dos sonhos que reconfortam à realidade que lapida. Os vislumbres e as impressões; sentimentos e sensações; gestos, fotos, livros, discos, pessoas: nada foge ao autor. Obra inédita inspirada na série de textos que conquistou as redes sociais, Notas sobre ela é, em essência, sobre todas elas.

 

Livro: Estranheirismo

Ementa: A estreia em livro de uma nova voz da poesia brasileira. Publicadas originalmente no Instagram, as poesias datilografadas de Zack falam sobre sentimentos, medos e dores, amores e perdas: tudo o que de mais profundo toca as pessoas. A sua poesia delicada e bela brinca com as palavras, cria neologismos e conquista corações, pois dialoga diretamente com cada um de seus leitores. “Desde que minha vida saiu dos trilhos eu sinto que posso ir a qualquer lugar”, escreve o autor.

 

18h – LEITURA GUIADA (JOANA)

Prática leitora onde as palavras saem dos seus lugares previsíveis e transitam por espaços vários, assumindo assim, formas, cores, sons e imagens. A atividade da leitura guiada convoca o leitor/ ouvinte para o exercício da escuta que está para além do ouvir, aqui o modo de ler é solidário (porque partilhado) a voz do outro ecoa em percursos, trilhas, praças, becos, ruelas, igrejas. É a leitura em movimento instigando o sentir, resignificando conceitos. Em suma, é a Literatura pedindo passagem, transpondo muros, bibliotecas, salas de aula. Ganhando o mundo.

 

Local: Igreja de Santa Isabel

Data: 11 I Sexta – Horário: 18h

Título: O sagrado da palavra

Articulador: Elton Becker

 

18h – LEITURA VIVA  (REDES SOCIAIS)

Apresentações artísticas, declamações, cordel, intervenções espontâneas

Local: Calçadão Literário

Data: 11 I Sexta – Horário: 18h

 

19h – SESSÃO ESPECIAL (AILTON)

Local: Centro Cultural

Data: 11 I Sexta – Horário: 19h

Homenagem especial à escritora mucugeense Helena Medrado pela sua produção literária no município de Mucugê.

 

Helena Medrado, nascida a 21 de março de 1941, na cidade de Mucugê – Ba., onde residiu por 13 anos. Filha de Anatalino Pina Medrado e Maria Helena Medrado. – Estudo em Mucugê na Escola Rodrigues Lima e em seguida foi estudar no tradicional Instituto Ponte Nova de 1954 a 1960, concluindo o Magistério (Escola Normal). Terminando o curso, foi residir em Salvador onde a família já morava. Foi presidente de Jornal local. Fundou o Grêmio Literário – Castro Alves. Casou com Antônio Almeida Passos com quem teve as três filhas: Betânia, Rósula Kelly e Nina Coeli. Logo me senti sufocada por andar por caminhos antagônicos aos sonhos idealizados – a escrita e… Retomei então meus dois projetos: a escrita e viagens pelo mundo, onde firmava conhecimentos de caminhos e hábitos para personagens ou, tela de fundo para os enredos. Fundou o Instituto Castro Alves – João Pessoa. Curadora de artes – fundou o Centro Cultural COBRAS – João Pessoa. Hoje, divide o tempo entre a escrita e pintura de telas. Meus trabalhos vagueiam entre, poesias, crônicas, romances, peça de teatro, contos e causos. Variando entre trabalhos sisudos aos cômicos, Como meu próprio funeral, adaptado para o teatro em SARAU (homenagem recebida pelo Centro Cultural de João Pessoa).

 

20h – ROTA DA PALAVRA (DÉBORA)

Local: Centro Cultural

Data: 11 I Sexta – Horário: 20h

Mediador: Sérgio Coelho Borges Farias (UFOB)

Tema: Porque o poder do discurso rompe o discurso do poder

 

Palestrante: Jean Wyllys (vídeo)

Baiano de Alagoinhas, Jean Wyllys de Matos Santos é jornalista, deputado federal, professor e escritor. Mestre em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o parlamentar foi considerado em 2015 pela revista britânica The Economist como uma das 50 personalidades que mais lutam pela diversidade no mundo. Entre as suas publicações, está o livro “Aflitos – crônicas e contos”, editado pela Casa de Palavras da Fundação Casa de Jorge Amado e vencedor do Prêmio Copene de Literatura (atual Prêmio Braskem).

21h – CONCERTO LÍTERO MUSICAL  (AILTON)

Local: Centro Cultural

Data: 11 I Sexta – Horário: 21h

Paisagens sonoras de Dorival Caymmi

Com o Grupo Villaquintana formado pelos músicos: Gabriela Almeida Mello, João Luiz de Lima Santos,

Márcio Melgaço Batista Machado e Indira Dourado Monteiro Costa

 

O grupo Villaquintana inspirado em memoráveis encontros de autores da música brasileira, que nos legaram um precioso repertório e uma infinidade de histórias, busca, por meio do conto e do canto, recriar esse ambiente poético musical em suas apresentações. Um jogo de linguagens, de expressões que se complementam num mesmo fazer artístico, levando a música para os espaços literários e a literatura para os encontros musicais.

 

22h – SHOW MUSICAL – (PRAÇA CEL. PROPÉRCIO) (REDES SOCIAIS)

Local: Calçadão Literário

Data: 11 I Sexta – Horário: 22h

Tom Lemos & Os Formidáveis

 

espaço

TERCEIRO DIA – SÁBADO – 12 DE AGOSTO

 

OFICINAS (DÉBORA)

Local: Colégio Horácio de Matos

Data: 12 I Sábado – Horário: 08h

 

Tema: Musicalização

Vagas: 12

Ministrante: Rodrigo Sestrem

Poeta, compositor, músico, ator e palhaço. Tem no cordel sua expressão poética mais forte. Tem músicas gravadas por diversos artistas do cenário nacional, como Alcione, Leo Pinheiro, Marcus Lima, entre outros. É co-fundador da Cia Mulungo (2008 – 2010), dirigida por Oswaldo Montenegro, tendo participado de longa-metragem (Léo e Bia – Oswaldo Montenegro) e programas televisivos (Na Trilha de Macunaíma – Canal Brasil / Filhos do Brasil – Canal Brasil). É fundador também da Cia ViRô de Atos Brincantes, projeto ao qual se dedica atualmente. Realiza oficinas e shows por diversas cidades do Brasil (Mucugê, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Aracaju, etc).

 

Ementa: Cantigas de Roda tradicionais para estimular a manutenção da cultura e da tradição oral do Brasil; Brincadeiras musicais para, através do lúdico, permitir que cada criança descubra e desenvolva sua própria musicalidade; Jogos de improvisação para desenvolver e estimular a criatividade; Percussão corporal para estimular o ritmo e a coordenação motora.

 

Tema: Animação

Vagas: 12

Ministrante: Larissa Nakashima

Graduada em Desenho de Moda e Pós-Graduada em Criação de Imagem e Styling. Trabalhou três anos com produção fotográfica para o estúdio Unitá Comunicação/Editora Minuano. Em 2011 entrou para a empresa de varejo Madame Ms como Assistente de Estilo e Compras e logo em seguida, para o departamento de Marketing, Produção e Fotografia, atuando durante mais de quatro anos. No início de 2016, atuou como assistente de animação na produtora Coala Filmes, no projeto de série stop motion, “Angeli, The Killer”. E atualmente, continua na mesma função em outro projeto de longa-metragem, “Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente”. Colaborou em mais dois projetos em processo na parte artística – “Gildo” – série infantil que mistura técnicas de animação 2D, stop motion e cut out e “Pátio de Escola” – série infanto-juvenil que mistura técnicas de animação em stop motion, cut out e live.

 

Ementa: Essa oficina pretende ensinar os princípios básicos da animação stop motion com objetos aleatórios. A ideia seria, no primeiro dia de aula, iniciar os alunos na parte teórica para entender mais sobre os conceitos de framerate, timing e spacing. Entendidos esses princípios, os alunos iniciarão a parte prática. No primeiro dia, será uma atividade mais simples para entender o funcionamento do Dragon Frame, programa utilizado para esta técnica. No segundo dia, os alunos farão uma atividade prática mais elaborada até a conclusão da oficina.

 

Tema: Escrita Criativa

Vagas: 15

Ministrante: Eva Mota

Jornalista formada em 2007 pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB; Designer de Interiores e Mobiliário formada em 2003 pela Escola Baiana de Arte e Decoração – EBADE; Especializada em Empreendedorismo Criativo pela escola de coaching paulista Espaçonave. Trabalhou em empresas de Televisão como a TVE Uesb; Rede Bahia – TV Sudoeste e Record Bahia por oito anos ocupando cargos como produtora, apresentadora, editora e repórter. Há quatro anos criou o primeiro blog voltado para decoração criativa e acessível do estado, o Ateliê Casa de Maria. Trabalha como designer projetando interiores residenciais, comerciais e móveis em madeira tanto presencialmente quanto online. Pesquisa as novas Economias, a Criativa e a Colaborativa, além do Empreendedorismo Criativo e modelos de negócios sustentados pela criatividade.

 

Ementa: Na oficina de Escrita Criativa a ideia é abordar a origem das novas economias, criativas e colaborativas, como elas se desenvolvem e o impacto delas no nosso modo de vida. Falar dos mitos sobre a criatividade, conceitos e o uso da criatividade como fonte essencial de um modelo de transição social. Estudo objetivo da prática criativa e a escrita para diferentes meios. Apresentação e análise de perfis pessoais multipotenciais. Interlocução entre o uso da criatividade e a interação, escoamento e acessibilidade da mesma causada pela comunicação na internet.

 

Tema: Brinquedos Lúdicos

Vagas: 20

Ministrante: Virgínia Moraes

Psicóloga com mestrado em Psicologia e doutorado em Educação e Contemporaneidade; professora assistente da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, coordenadora do Colegiado do Curso de Psicologia da UESB e do Grupo de Pesquisas e Estudos Infância e Educação Infantil (UESB). Pesquisa infância, desenvolvimento infantil e brincadeira, a partir dos pressupostos de Vigotski.

 

Ementa: O foco central desta atividade é a criação de um espaço/momento no qual crianças, educadores, pais e demais profissionais que atuam com crianças possam vivenciar a atividade do brincar, tendo a sucata como suporte. A proposta tem caráter educativo, social e cultural, como possibilidade de criação para os participantes, ressalta as interações sociais e potencializa o desenvolvimento de cada sujeito dentro do grupo, na medida em que considera as brincadeiras já conhecidas dos participantes e a (re)criação a partir do material disponível e das relações estabelecidas no momento da vivência.

 

Tema: Contação de histórias para professores

Vagas: 20

Ministrante: Ana Amélia Medrado

Arte-Educadora com formação e experiência educacional em Letras Vernáculas e Literatura Brasileira pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Pós Graduada em Literatura Infantil e Contação de Histórias na Escola pela Uniara.  Desenvolveu o projeto ”Quem conta um conto aumenta um ponto, dois pontos, uma vírgula…” na comunidade de João Correia – Mucugê (Ba). Ministra cursos de Produção Textual para alunos do ensino médio e Professores. Atualmente leciona pela Secretaria de Educação da Bahia no Ensino Médio na área de Literatura e Redação.

 

Ementa: A oficina ressaltará a importância da utilização dos contos de fadas como ferramenta educacional e primordial relevância no processo ensino aprendizagem. Os participantes terão acesso as teorias e as técnicas a serem utilizadas na arte de contar histórias. Como se trata e uma oficina essencialmente voltada para educadores, alguns pontos serão priorizados; a leitura como elemento base para o desenvolvimento humano; vivências lúdicas; práticas pedagógicas como motivadoras da imaginação, do raciocínio e da inclusão.

 

09h – FLIGEZINHA – (PRAÇA CEL. PROPÉRCIO) (JOANA) (INDHIRA)

 

BATE-PAPO COM O ESCRITOR

Local: Calçadão Literário

Data: 12 I Sábado Horário: 09h

 

Livro: Tomate, Pimentão e Cia

Autor: Antonio Moreno

Baiano de Salvador, Antônio Moreno é jornalista profissional – trabalha atualmente com assessoria de imprensa – e tem diversos textos voltados para o público infanto-juvenil. Seu primeiro trabalho foi Pafúncia, a Bomba que deu Chabu, que virou espetáculo teatral em 1979, contando a história de uma bomba com dificuldades psicológicas de explodir. Tomate, Pimentão e Cia foi o texto seguinte, escrito originalmente para teatro na década de 1980. Foi encenado pelo Grupo Rataplan e arrebatou o prêmio de Melhor Espetáculo Infantil (Troféu Martin Gonçalves/ TV Aratu). Mais recentemente, ganhou encenação do Grupo de Teatro do Sesc, sendo apresentado em nova temporada em teatros e escolas. A atual versão literária foi premiada em concurso pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia/2016. Além dessas duas obras, Moreno é autor dos infantis Cata, Cata, Catavento, Era uma vez um Boi, A Menina que Contava Estrelas e A Xícara Voadora. Para adultos, escreveu Colagens e Bobagens, É uma Brasa, Amora, Quem Te Viu, TV e Um Tiro no Coração, todos encenados pelo grupo baiano Amora Lá em Casa em teatros de Salvador e outras cidades.

 

Ementa: O livro fala de vegetais e rios, bombons e chefões. Fala de meio ambiente e soluções para se viver de forma mais saudável e feliz. Fala do poder que todos nós temos de transformar a realidade à nossa volta. Narra às aventuras de vegetais ameaçados pela poluição de uma fábrica que se unem para solucionar o problema.

 

Autor: Grupo MalaMalaTum

Contadora: Luciana Araújo Simões

Atriz habilitada em interpretação Teatral pela CAL em 2002/ Atriz bacharel em artes dramáticas pela Universidade da Cidade do Rio de Janeiro – UniverCidade em 2010, pesquisadora em estudos percussivos de maracatu de baque virado e outros ritmos da cultura regional e popular brasileira à partir de 2000. Atualmente, coordena e atua no projeto: MalaMalaTum Arte e Educação propondo “MalaMalaTum: uma viagem, muitas histórias”. Através do teatro, da música e da improvisação, apresenta contos, histórias e atividades recreativas que buscam promover interatividade, ressignificação dos objetos, estimulação artística e o uso da imaginação, através do imenso potencial da contação de histórias diante dos processos de geração de saber e resgate da ancestralidade em todos os seus aspectos.

 

Ementa: A partir do lançamento do Livro: Tomate, Pimentão e Cia, a MalaMalaTum propõe uma contação de histórias com musica ao vivo, pensando em valorizar ainda mais os temas propostos pelo enredo dessa história como: Meio-ambiente, cooperação e o cuidado com o natureza, que através de uma narrativa leve e divertida, nos faz refletir sobre principalmente a importância do cuidar, ressignificar e preservar. Um trabalho extremamente valoroso e que nos traz uma riqueza de imagens e musicalidade nas palavras para celebrar esse momento tão marcante.

 

Livro: A Galinha Adivinhona

Autor: José Walter Pires

Nativo de Ituaçu-Ba, adotivo e cidadão de Brumado, educador e sociólogo, escritor e poeta, renitente nordestino, amante da literatura, em especial a de cordel, gosto que nasceu nos serões de cultura com os seus irmãos, em sua casa, sob os olhares vaidosos de seu Dadinho e a prudência D. Nita, depois para  Salvador, destino  dos interioranos, nos idos  tempos, em busca da educação e o sonhado caminho da sobrevivência. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupando a cadeira de número 21, do seu patrono o poeta paraibano (Solânea), Joaquim Batista de Sena, com posse em 21 de agosto de 2010, em João Pessoa, na Paraíba, com vários títulos e livros publicados, inclusive em grandes editoras nacionais. Atualmente aposentado, na minha carreira solo, como escritor e poeta, com destaque na literatura de cordel, atividade à qual me dedico atualmente, cronista do cotidiano, articulista de jornais regionais, pesquisador, no meu núcleo de cultura sertaneja, em uma sala que denominei de “ócio criativo”, em busca da verdadeira história de uma realidade ainda não desvendada inteiramente. Tudo isso, depois de quarenta anos de intenso labor como Professor Público Estadual, nas várias disciplinas na área de Humanas, de Sociologia Geral e Jurídica na Faculdade de Guanambi, palestrante e promotor de Jornadas Pedagógicas, em municípios do sudoeste da Bahia, Consultor SEBRAE de Recursos Humanos, Associativismo, cursos administrativos e motivacionais em empresas regionais, promotor de oficinas e participantes de atividades literárias (bienais, mesas, encontros) ao longo de mais de vinte anos em eventos acadêmicos e outros.

 

Ementa: A partir de uma história que ouviu de sua mãe, na infância, no alpendre da fazenda, o autor criou este cordel engraçado e reflexivo. As ilustrações em forma de cartuns dão um “tempero” perfeito para esse enredo lúdico e bem humorado!

 

Livro: O Diário de Melinda

Autoras: Aya Iseki, Catarina Sena, Clara Peixoto, Daniela Gomes e Maria Clara Macedo

Escritoras mirins, todas com 10 anos de idade.

Ementa: Abordando temas como bullying, tribos e autoafirmação pela ótica das pré-adolescentes, “O Diário de Melinda” narra a história de Melinda, uma adolescente de 14 anos que muda de cidade. Na tentativa de se adaptar à nova rotina com escola e amizades, passa por alegrias, tristezas e muitas incertezas e decide escrever um diário, a quem Melinda chama carinhosamente de “Kika”, para ajudá-la a superar o processo.

 

Livro: A Índia Guaci

Autor: Leonardo Gomes

 

Ementa: O livro narra a história da pequena índia Guaci, que vive na floresta com a sua mãe. Ela é uma criança alegre, mas um dia fica muito doente após brincar no rio e precisa ser hospitalizada na cidade, onde conhece Hugo. Os dois viram grandes amigos e compartilham as suas vidas distintas, uma na cidade e a outra na floresta. Assim tem início uma linda e surpreendente história de amizade e tolerância.

 

CORAL INFANTIL ESCOLA LAPIDAR

Coral formado pelas crianças da Escola Lapidar, de Mucugê

 

09h – CONVERSA CANTADA (AILTON)

Colagem Musical de Escritos Euclidianos: Arqueologia do Escritor Euclides da Cunha

Local: Centro Cultural

Data: 12 I Sábado – Horário: 09h

Clara Carolina Souza Santos e Thomas Anderson da Silva Lemos

 

Clara Carolina é escritora. Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade, Mestre em Linguística, Doutoranda em Teoria e História Literária. Autora do livro O Escritor que não Sabia Escrever. Premiada pelo Prêmio Poesia Livre, 2016. Membro da Academia de Jovens Autores Conquistense de Letras. Organizadora dos volumes O Desertor e História da Província Santa Cruz, pela Editora Hedra.

 

Thomas Anderson da Silva Lemos é cantor, publicitário formado pela UCSAL, agente cultural e artista.

 

Ementa: A conversa cantada falará sobre as paisagens do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. A conversa será acompanhada das canções mais belas sobre o sertão: sua geografia, sua cartografia, seu encanto e encantamentos.

 

10h – FLIGECINE (DÉBORA)

MOSTRA DE CHICO LIBERATO

Local: Casa Filarmônica

Data: 12 I Sábado Horário: 10h

Filmes: Boi Aruá I Amarilis

 

Francisco Liberato de Matos (Chico Liberato)

Nasce em Salvador a 08/04/1936. Desenvolve atuação artística nas artes plásticas, quando participa entre Rio, S. Paulo e Bahia  de todos movimentos que viriam a mudar e ampliar a expressão da figuração brasileira a partir da década de 60. Do início da década de 70 para cá, desenvolve a linguagem da animação em 12 curtas metragens experimentais no que vem a ser pioneiro e referência. Foi gestor público no MAM/BA e no DIMAS, abrindo o acesso a novos talentos e expressões. Tem uma obra reconhecida no Brasil e exterior por dezenas de exposições e premiações nas artes plásticas e filmes.

– BOI ARUÁ, de Chico Liberato, 1984, ANIMAÇÃO, 60 min.

 

Sinopse: O filme, inspirado na literatura de Cordel, foi premiado pela Unesco e conta a história de um vaidoso e austero vaqueiro (Tibúrcio), que cisma em capturar um boi selvagem e encantado (Aruá). “Um fazendeiro orgulhoso de seu poder é desafiado sete vezes pela figura fantástica do Boi Aruá. Depois de derrotado seis vezes, o tirano consegue compreender a real dimensão humana, aproximando-se de si mesmo e de seus semelhantes.”

Ficha Técnica:
Roteiro: Chico Liberato e Elomar Figueira Mello
Canção-tema: Elomar Figueira de Mello

– AMARILIS, de Chico Liberato, 2016, ANIMAÇÃO, 10 min.

Sinopse: O curta-metragem “Amarilis” é um filme em família e trata de um amor entre um homem e uma mulher.

Ficha Técnica:
Roteiro: Alba Liberato
Produção: Cândida Liberato
Trilha Sonora: João Liberato

10h – BATE-PAPO COM O ESCRITOR com sessão de autógrafos após o bate-papo (AILTON)

Local: Centro Cultural

Data: 12 I Sábado – Horário: 10h

Mediador: Emerson Tadeu Cotrim Assunção (UNEB)

Título: Luta das mulheres durante a ditadura: coragem, medo, terror e esperança

 

Autor: Emiliano José

Jornalista e escritor. Professor (aposentado) da Faculdade de Comunicação da UFBA, militante político de esquerda há cinco décadas. Foi deputado estadual, deputado federal, vereador por Salvador, é do Diretório Regional do PT da Bahia. Já escreveu onze livros, a maioria dos quais ligados aos temas da memória em torno da ditadura. Fez as biografias de Carlos Marighella, Carlos Lamarca e do padre Renzo Rossi: “Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura militar”, “Lamarca, o Capitão da Guerrilha” e “As asas invisíveis do padre Renzo”. A partir desse último livro, realizou, junto com Jorge Felippi, o filme do mesmo nome. Trabalha atualmente na biografia de Waldir Pires, cujo primeiro volume já está nas mãos do editor – serão dois volumes. A partir de 2000, publicou cinco livros da série “Galeria F : Lembranças do Mar Cinzento” sobre o período ditatorial, o último deles lançado recentemente, “A última clandestina em Paris e outras histórias”. É autor de 11 livros.

 

Ementa: A palestra pretende dar ênfase à participação da mulher na luta contra a ditadura, e se baseará no livro “A última clandestina em Paris e outras histórias”, cujo centro é exatamente a luta das mulheres, destacando-se a luta de Maria José Malheiros, que passou 42 anos na clandestinidade.

 

10:30h – LANÇAMENTO DE LIVRO COM SESSÃO DE AUTÓGRAFOS (JOANA)

Local: Calçadão Literário

Data: 12 I Sábado – Horário: 10:30h

Lançamento do livro-álbum Fotopoemas: Escritura da luz produzido pelos alunos da rede pública estadual e municipal de Mucugê

 

11h – EDITORA DA ALBA (INDHIRA)

Apresentação do catálogo público da Editora da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia

Local: Estande ALBA – Calçadão Literário

Data: 12 I Sábado – Horário: 11h

 

12h – ENTRE LIVROS E CANÇÕES (REDES SOCIAIS)

Local: Calçadão Literário

Data: 12 I Sábado – Horário: 12h

Show Voz e Violão

Caminhando e cantando com Aelson Neto

 

13h – LEITURA VIVA (REDES SOCIAIS)

Apresentações artísticas, declamações, cordel, intervenções espontâneas

Local: Calçadão Literário

Data: 12 I Sábado – Horário: 13h

 

Local: Calçadão Literário

Apresentação do catálogo público da Editora da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia

 

14h – BATE-PAPO COM O AUTOR (DÉBORA)

Local: Espaço Academia da Leitura

Data: 12 I Sábado – Horário: 14h

Título: O medo do sucesso: a vida nos palcos, no cinema e na televisão

 

Autora e atriz: Ingra Lyberato

Nasceu em Salvador, em 21 de setembro de 1966. Cursou Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia, até mudar-se para o Rio em 1989. Atuou em dezenas de telenovelas, minisséries, peças de teatro e longas-metragens, entre os quais: Tieta, Pantanal, A história de Ana Raio e Zé Trovão, A indomada, O clone, e o filme Dois córregos, que lhe rendeu prêmios dentro e fora do Brasil. Entre as premiações mais importantes, Ingra também recebeu o Kikito de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Gramado por Valsa para Bruno Stein.

 

Ementa: Este livro é uma carta aberta de Ingra Lyberato para o público e para si mesma. Mais do que uma autobiografia, ele é uma forma de mostrar que é possível transformar crenças autodestrutivas em gratidão e paz de espírito. Quando chegou ao Rio de Janeiro em 1989, a jovem bailarina baiana Ingra pretendia apenas passar uma temporada. Porém, acabou participando de uma oficina de atores da Rede Globo, e o que era para ser uma estadia de férias prolongou-se indefinidamente. A bela e irrequieta morena participou da telenovela Tieta e em seguida foi selecionada para Pantanal, que se tornaria um fenômeno televisivo e inauguraria uma nova forma de se fazer telenovela no Brasil. Com Jayme Monjardim, com quem se casara, participou da criação de A história de Ana Raio e Zé Trovão, que explorava o mundo dos rodeios e deixava em evidência as diversas regiões com suas riquezas culturais. Mas nessa trajetória, em meio a testes de elenco, preparação para gravações, estudos de roteiro e ensaios, muitas vezes a atriz foi assombrada pelo medo do sucesso. Fazendo parte de uma geração de mulheres que busca o equilíbrio entre a vida profissional e familiar, viveu o epicentro da fama, com toda a ansiedade e tentações que isso traz, e fez escolhas entre uma carreira alucinante e sua vida pessoal. Hoje, ainda dona de uma beleza agreste, a atriz olha para trás e é capaz de identificar os erros que cometeu – na profissão e nas relações pessoais. Aqui, Ingra Lyberato abre o coração e mostra que nada foi em vão. Ao fim e ao cabo, ficam o amor que sente, o amadurecimento, a arte imortalizada e a paz criativa que alimenta a cada dia.

 

14h – FLIGÊeTU (AILTON)

Local: Galeria Arte & Memória – Vila de Igatu/Andaraí

Data: 12 | Sábado – Horário: 14h

Lançamento do Projeto Pipoca Moderna e Ações Literárias – Praça de Igatu

Realização Escola Municipal Eurico Antunes, Centro Cultural Chic Chic e Galeria Art

 

14h – FLIGEZINHA – (PRAÇA CEL. PROPÉRCIO) (INDHIRA)

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS I APRESENTAÇÃO DE QUADRILHA JUNINA I ENCONTRO COM ESCRITOR

Local: Calçadão Literário

Data: 12 I Sábado Horário: 14h

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Bate papo sobre literatura infantil na Bahia, enfocando a produção literária atual direcionada para crianças. Contação de histórias e interação com crianças.

 

Contadora: Palmira Heine

Palmira Heine é escritora, professora universitária, poetisa. Além de uma vasta obra acadêmica, é autora de diversos livros infantis dentre os quais se destacam: O pontinho desapontado, O reino todo amarelo, O autor é você, Amendoim, a tartaruguinha encantada, O lápis mágico e Uma amizade no mundo dos números. Possui textos, poemas e contos publicados em diversas antologias nacionais e internacionais, sendo também organizadora da Antologia Contos de Fadas Contemporâneos da Darda Editora e Cartinhas nas Janelas da Editora Becalete. Também é autora dos livros de poemas intitulados A poesia da Língua e Poemas de Alforria. É membro da Confraria Poética Feminina, grupo de poetisas que tem se destacado no Cenário Literário da Bahia.

 

Ementa: Uma amizade no mundo dos números é um livro que, de maneira lúdica e divertida, conta a história da amizade entre o número 1 e o número 0. No livro, a partir de metáforas que envolvem os números e suas características, a autora trata da questão da importância da amizade, da união entre os amigos, do trabalho em grupo, questões abordadas com leveza e criatividade. Convidamos o leitor a mergulhar nessa história!

 

APRESENTAÇÃO DE QUADRILHA JUNINA

 

Grupo: Quadrilha Infantil Escola Lapidar

Todos os anos nos festejos juninos em Mucugê, a Escola Lapidar, organiza um grande arraiá e com a participação dos alunos e familiares realiza uma quadrilha temática, sempre lembrando atividades referentes às crianças. Em 2017, nosso tema foi “a turma do Chaves”, que com brincadeiras e evoluções lembrou os personagens que fazem a alegria das crianças na televisão brasileira. Merece bis e, durante a Fligê 2017, teremos uma reapresentação especial.

 

ENCONTRO COM ESCRITOR

 

Autora: Lilian Menenguci

Doutora em Educação, linha de pesquisa Diversidade e Práticas Educacionais Inclusivas, pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes, 2012). Mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes, 2005). Especialista em Acessibilidade Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, 2014). Especialista em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes, 2000) e Psicopedagoga pela Universidade de Vila Velha (UVV,1999). Licenciada em Pedagogia, pela Faculdade de Ciências Aplicadas Sagrado Coração (Faciasc, 1996). Professora da Educação Básica, do quadro efetivo do Magistério, na Prefeitura de Vitória (desde 2002). Professora da Rede de Ensino Doctum (desde 2009). Professora da Faculdade Brasileira Multivix (desde 2014). Tem experiência na área da Educação, com ênfase em Educação Especial e processos de ensino e aprendizagem na perspectiva inclusiva e formação de professores profissionais da Educação. Pesquisa a religação de saberes e a razão sensível, a partir de Gregory Bateson e Edgar Morin. Desenvolve projetos na área de Gestão, Produção Cultural e atua como atriz (DRT 897-02/ES). Autora de “Os medos de Lili” (literatura infantil); “Casa de Papel” (infanto-juvenil); “Palarvas de Borboletras” (poesia brasileira), ambos pela Editora Cousa (2012); e “Educação, Educação Especial, Inclusão e Arte: para além do chão e dos muros da escola comum” (2013), pela Editora Appris. Organizadora do livro “Memórias de Alfabetização: narrativas sobre o aprender a ler e a escrever” (2015) pela Editora Pedregulho. Autora de “A Criança Mágica” (2017) pela Pequena Cousa.

 

Livro: A Criança Mágica

Ementa: A Criança Mágica é uma volta autoreflexiva que permite encontrar dentro de nós o que insistimos em buscar fora. Uma aventura que começa a partir do momento em que a criança entra em contato com as suas próprias potências na (re)invenção do mundo que habita e que é habitado por ela. Um vai e vem entre a realidade e a ilusão, como marca do humano. Referência àqueles e àquelas que têm na brincadeira sua forma de dar sentido e significado à vida. A imaginação, a fantasia, a curiosidade e a criatividade são os elementos que conduzem a narrativa poética-visual desta obra.

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

 

Contadora: Danielle Andrade

Nasceu em Curitiba e desde 2011 vive em Salvador. Licenciada em teatro pela FAP, é contadora de história, escritora e pesquisadora de contos tradicionais. É idealizadora do evento Pedra de Encantaria – Encontro de Contadoras e Contadoras de Histórias da Bahia; do projeto Livro Viajante. É autora dos livros De Mar Amar; As Aventuras da Fada Crespa e O Menino Estripulia e a Língua que Fugiu com Circo. Participa de encontros de narração pelo Brasil. Desenvolve oficinas de criação e contação coletiva de histórias. Pesquisa as canções e os silêncios que moram nas histórias.

 

Ementa: Projeto Livro Viajante conta: O Menino Estipulia e a Língua que Fugiu com o Circo e outras histórias pra sonhar – Nesta Contação de histórias além de cantar, brincar, ouvir uma história divertida e para sonhar, as crianças entrarão em contato com o Livro Gigante que pertence ao acervo do Projeto Livro Viajante. Projeto Feira de Histórias Fantásticas: Inspirada nas feiras livres e nos camelos, de um carrinho de feira a contadora e inventadora de histórias vai tirar os objetos fantásticos que vão compor suas narrativas.

 

16h – SESSÃO ESPECIAL: 120 ANOS DE CANUDOS E CONSELHEIRISMO  (JOANA)

Local: Centro Cultural

Data: 12 | Sábado – Horário: 16h

Título: Núcleo Canudos UNEB – Conselheirismo

Palestrantes: Luiz Paulo Neiva, Sérgio Guerra e Iraci Rocha (Núcleo Canudos – UNEB)

 

Luiz Paulo Neiva – Professor Adjunto do DCET-Campus I da UNEB, Mestre em Desenvolvimento Rural/UFBA e Doutor em Educação e Contemporaneidade/UNEB. Foi coordenador do programa de reforma agrária/CAR, diretor do Centro de Estudos Euclydes da Cunha/UNEB, diretor do DCHT-Campus XXII/Euclides da Cunha e Pró-reitor de Planejamento/UNEB. Atualmente é diretor do Campus Avançado de Canudos e Conselheiro do Conselho Estadual de Educação (Presidente da Comissão de Avaliação). Autor de Canudos: desenvolvimento e emancipação/EDUNEB.

 

Sérgio (Armando Diniz) Guerra é graduado em História pela Universidade Federal da Bahia, 1972, possui Mestrado, 1999, e Doutorado, 2005, em História Social, ambos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor aposentado da Educação Básica, nos vários níveis das redes pública e privada do Estado da Bahia e Adjunto da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Titular do Conselho Estadual de Educação da Bahia. Autor de crônicas, artigos e dos livros: “Canudos versus Bello Monte: Universos em confronto”, “O Livro das Crônicas”. Além de escrever e organizar: “Os caminhos da UATI”. (Universidade Aberta a Terceira Idade); “Já vi um!”: “Não se astreva” e “Memórias do Bar Quintal do Raso da Catarina”.

 

Iraci Simões da Rocha – Doutora em Letras: Teorias e Crítica da Literatura e da Cultura com a tese ‘Imagens do intelectual Euclides da Cunha; permanência e deslocamentos’; Mestra em Teoria da Literatura, com a dissertação ‘Face e disfarce; a obra literária e a expressão do real’ pela UFBA – Universidade Federal da Bahia. Professora Titular Plena do Curso de Letras, DCH I / UNEB – Universidade do Estado da Bahia.

 

Ementa: Conselheirismo. Canudos. Imagens. Resistências. Metáforas.

 

17h – FLIGÊeTU (AILTON)

Local: Galeria Arte & Memória – Vila de Igatu/Andaraí

Data: 12 | Sábado – Horário: a partir das 17h

 

17h – Solenidade de Abertura das Comemorações dos 15 anos da Galeria Arte & Memória

Sussuros Poéticos com estudantes da Escola Municipal Eurico Costa

 

18h – Exibição de Vídeos

Vídeo Palestra com o Escritor e Deputado Federal Jean Wyllys

Leilão do Ar – Panair do Brasil – Carlos Drumond de Andrade

Maria Bethânia – Águas e Mágoas do Rio São Francisco, de Carlos Drummond de Andrade

Sabem do que são feitos os direitos, meus jovens? Sentem o seu cheiro?, texto da Juíza Raquel Domingues do Amaral

 

19h – Conversa Literária: “Literatura e Resistência” com a escritora Ângela Vilma. Mediadora Jornalista Mira Silva.

Leitura de Poemas e Batéia Literária

Bate-papo com escritor e escritora, sessão de autógrafos e saraus

A Literatura como Resistência aos Tempos de Sombra com Ângela Vilma.

Lançamento do Projeto Pipoca Moderna da Escola Municipal Eurico Antunes e da Galeria Arte & Memória

Sussurros Poéticos com estudantes de Igatu

Leituras de Poesias

 

17h – LIVROS D’FALAS E D’VERSOS (INDHIRA) (DÉBORA)

Local: Espaço Academia da Leitura

Data: 12 | Sábado – Horário: 17h

 

Livro: Devotos e Devassos

Autor: Cristian Santos

Redator da Coluna Arenas na CRB-1 em Revista, exerceu cargo de conselheiro do Conselho Regional de Biblioteconomia da Primeira Região; e possui doutorado em Literatura e Práticas Sociais, mestrado em Ciência da Informação e graduação em Biblioteconomia, Letras (Língua e Literatura Francesas), Filosofia e Tradução, além destes títulos foi, também, agraciado com o Prêmio Casa de las Américas em 2016.

 

Ementa: Aborda a representação de padres e beatas na literatura. Na obra, discute as razões pelas quais a literatura do país representa os personagens religiosos de forma caricata, sempre associados ao atraso moral e econômico. ‘Devotos e Devassos’ acaba de ser indicado para o Prêmio Jabuti em duas categorias: melhor crítica literária e melhor capa. Cristian Santos analisa a produção literária brasileira da segunda metade do século XIX, delimitando a corrente estética do naturalismo, e se detém sobre a questão anticlerical em três obras de ficção – O Mulato, O Homem, ambos de Aluísio Azevedo, e Morbus – Romance Patológico, de Faria Neves Sobrinho. Traça um panorama da representação de personagens religiosos nesses romances, possibilitando investigar como as novas formas de crítica ao clero e à religião em geral desenrolaram-se na ficção oitocentista, apontando um anticlericalismo firmado em novas teorias filosóficas e médicas, nas quais a Igreja católica passa a ser encarada como realidade retrógrada e inconciliável com a modernidade. Destaca a importância do corpo como realidade absoluta e finita para o entendimento do anticlericalismo, e adota em sua análise o pensamento de Foucault, profícuo para o entendimento da associação entre corpo e discursos de poder que se entrelaçam, digladiando-se e partilhando impressões.

 

Livro: Labirinto dos Bárbaros

Autor: Adroaldo Almeida

José Adroaldo Silva de Almeida, advogado, escritor, casado, uma filha, nascido em Itororó/Ba em 09 de agosto de 1962. Publicou: 1.”Nossos Sonhos & Nossa Razão” (Poesia, Ed. Joana Angélica, Salvador/Ba/1986) em parceria com Lula Almeida; 2.”Até o Fim dos Dias e Mais um Domingo” (Contos, Ed. Livro, Salvador/Ba/2011) e 3.”O Labirinto dos Bárbaros” (Romance, Ed. Amazon/USA/2016). Foi bancário da Caixa Econômica Federal, prefeito de Itororó/Ba e Secretário de Estado no Maranhão.

 

Ementa: “Uma narrativa caleidoscópica para uma trama labiríntica. O vai-e-vem da memória do narrador e a realidade claustrofóbica de uma pequena cidade se fundem em uma única noite de violência, após um século de preparação para a tragédia. Personagens inesquecíveis, cenas antológicas e descrições memoráveis compõem esse paradoxo de amor e morte, desilusão e esperança”. (Edições Kindle/Amazon).

 

Livro: Bahia dos Deuses e das Crenças

Autor: Roberto Faria

Graduado em Odontologia pela UEFS e Fotógrafo desde 2000. Fundou em Salvador a Escola Baiana de Fotografia em 2014 onde é diretor e professor dos cursos de Fotografia para Iniciantes, Desenvolvimento do Olhar e Linguagem Fotográfica das Cores. Foi também professor do Curso de Extensão em Fotografia por dois anos na Faculdade de Comunicação da UFBA. Teve publicações na Revista National Geographic, Caminhos da Terra, Náutica e Mar & Mar, além do Jornal A Tarde e Correio da Bahia. Participou de diversas Bienais e Salões de Fotografia organizados pela Confederação Brasileira de Fotografia. Publicou em 2011 seu primeiro livro, o “Bahia de Todas as Cores”.

 

Ementa: O livro tem caráter documental inédito, por reunir em uma única obra as principais e as mais importantes festas religiosas da Bahia. Foram 16 anos de pesquisa e documentação fotográfica onde Roberto Faria registrou o Candomblé, Catolicismo e a Umbanda. O livro tem capa dura, tamanho 30x30cm, 192 páginas e 200 fotografias, sendo viabilizado através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura.

 

Livro: Mural Sujo

Autor: Luis Altério

Nasceu em França, em 1967. Veio para Portugal com a família, quando tinha 6 anos, ficando a viver com os pais em Fornos do Pinhal, no concelho de Valpaços, Portugal. Conclui em Chaves os estudos Secundários. E vive actualmente em Vitória da Conquista. Publicou os seguintes livros: QUEM DOS BAGOS EXTRAI VINHO É BOM HOMEM – edição de autor; Publicou um livro de poesia DE COMO, da Editora Palimage; Publicou um livro de poesia, “AIRYL” das edições UESB (prémio de poesia); Publicou um pequeno livro de poesia na editora Temas Originais com o título “COISA EM TERCETO DE ASSIM E ESSA CISMA QUE É O DIA”. Publicou na editora Clube de Autores o romance “CIDADE BRUTA”.

 

Ementa: Cronicar para compreender o Sertão da Ressaca. Eis o sentimento que transborda ao ler o Mural Sujo de Luís Altério. O desassossego que interroga, exclama e fala palavrões, diz da alma inquieta do cronista que insiste entender a terra que adotou para viver. Sem esquecer o louco sábio que do alto da mais lúcida consciência bradou “o Brasil não é para iniciados”, Altério se embrenhou por entre cipós e matas com o afinco dos que não se vergam perante caminho seco e pedregoso. O olhar aguçado deste português do século 21 está aqui espelhado. Resta aos concidadãos brasileiros e da ressaca, espreitar este Brasil que muitas vezes se nega a ver.

 

Livro: Beija-Flores do Brasil

Autor: Luiz Carlos da Costa Ribenboim

Co-autor: Thalison da Silva Ribeiro

Luiz Carlos da Costa Ribenboim, ou Luiz Ribenboim, é morador de Resende desde 1985. Desde agosto de 2006 observa e fotografa aves, especialmente beija-flor e outros animais na região das Agulhas Negras.

 

Ementa: A obra reúne fotos e informações de todas as espécies de colibris existentes no Brasil e é o primeiro exemplar dedicado a estas joias vivas. Além das imagens e textos, as páginas são compostas por mapas especiais. O fotógrafo percorreu ao menos 12 lugares diferentes do País para conseguir registros de algumas das estrelas do livro. As belezas e os brilhos de espécies como o beija-flor-vermelho, bico-reto-azul e brilhante-veludo encantam e enchem de vida o voo do leitor pelas páginas do livro.

 

Livro: Furúnculos

Autor: Amós Heber

Escritor, ator e cantor. Perito Técnico de Polícia Civil, Bacharel em Artes Cênicas, lançou em 2015 o livro “Furúnculos” fruto do Edital do Setorial de Literatura da FUNCEB/BA, ano em que também foi contemplado com a Bolsa de Criação Literária da FBN/DLLLB para o seu 2° livro “Sinal Fechado”. Ganhou o 3º lugar no Concurso Literário do Servidor Público Estadual – Bahia em 2014, e participa das suas coletâneas nas edições de 2014 e 2015 com os contos “Alma Faminta” e “Anjo Gabriel”, respectivamente. Está na plataforma digital “Mapa da Palavra”, bem como participa da publicação da revista “Cartografias”, ambas da FUNCEB/BA. Recentemente integrou o projeto “Grafias Eletrônicas” do IRDEB/BA onde atuou interpretando o seu conto “Meu Primeiro Amor”. Atualmente está desenvolvendo a série “Alma Faminta” no curso de formação de roteiristas, “Usina do Drama”, na FACOM – UFBA, enquanto finaliza sua 3ª obra “Face 7”.

 

Ementa: A obra “Furúnculos” trata de questões cruciais da vida em sociedade: a anulação do desejo individual em face ao interesse do coletivo, justificado pela manutenção de uma moral vigente. O livro traz personagens contemporâneos que se deparam diante da não-aceitação das suas próprias vontades, por vias de caráter repressivo que vão além dos seus atos objetivos cotidianos, refletindo o cerne educacional e ambiental no qual foram imbuídos. Em face aos crescentes movimentos afirmativos das minorias e da desconfiguração do caráter punitivo moral, as mulheres e homens do livro mostram através de pequenos atos explosivos e corajosos, que podem romper as barreiras que impedem a vivência, ainda que momentânea de um grande desejo escondido, reprimido, mantido em segredo, mas realizável em seus pormenores. O livro traz não só as vítimas diretas da repressão social, mas também as pessoas que sofrem as consequências quando as vontades alheias ferem o seu espaço. Assim, teremos a temática da repressão sexual, da sublimação da ira, da entrega cega à fé, da impotência diante de uma paixão, do abandono, do ciclo biológico e social da vida, da morte. E de outro lado, aqueles que são atingidos pelos abusos e violências explosivas, inocentemente. O título da obra “Furúnculos” faz referência direta à patologia de mesmo nome. Isso é resultante do acumulo de tecido morto sobre, combinado a uma infecção bacteriana. O organismo então reúne ali uma secreção para expulsar estes organismos, protegendo o corpo contra infecções oportunistas. Na vida, na obra, isto estará presente em tudo aquilo que negamos ou não temos coragem em exercitar no nosso dia a dia, seja pela incapacidade em executar os impulsos ou pelos mesmos não serem aceitos no convívio com outros os outros seres. Assim, estas negações acumulam-se ao longo da vida e em determinado momento invadem a pele como uma bactéria perspicaz que causa a inflamação, o furúnculo. O corpo se protege e para que ele não seja invadido pelo desejo estranho e possa perder a sua integridade, ele é expulso, mas sem antes ser realizado e deixar claro que acompanha aquele corpo, aquele ser, aquela vida. “Furúnculos” parte de uma inquietação do autor por recolher estórias de pessoas que passaram por toda uma vida a sofrer sem assumir um desejo muito secreto, suportaram a violência de seus casamentos e das suas famílias, rejeitam a ideia de uma morte não religiosa, ou simplesmente agem de maneira automática reagindo aos absurdos cometidos contra ela. Por isso, Amós Heber pensou em vivenciar um pouco da vida destes personagens, o que traz um diferencial a obra, pois se tratando o escritor de formação em Artes Cênicas, na grande maioria dos contos, ele se utiliza da narração em primeira pessoa para interpretar, pela escrita, os verdadeiros sentimentos de cada um deles. Também se lança mão do discurso livre indireto e da narração através do fluxo de consciência destes seres imagináveis.

 

Livro: A batalha do universo inconsciente

Autor: Gregório Borges

Possui graduação em Bacharelado em Geografia pela Universidade de Brasília (2010). Experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Humana. Possui interesse especial inerente à pesquisa em questões relacionadas a Cidadania, Desenvolvimento Humano, Linguagem, Livro, Literatura, Leitura, Arte e Tecnologia. Atualmente trabalha no Ministério da Cultura (MinC), na Secretaria do Audiovisual, Coordenação de Acompanhamento de Projetos. Coordenador do Livro, Leitura, Literatura – CLLLA; Coordenação-Geral de Leitura, Literatura e Economia do Livro – CGLEL; Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas – DLLLB.

 

Ementa: Um romance filosófico de caráter social e espiritual. É um livro que pretende realizar um mergulho reflexivo na condição de autonomia do indivíduo, de uma perspectiva organicista e esotérica, sem perder de vista o diálogo com perspectiva social. Desta forma, o universo inconsciente, o qual se remete o título, faz referência ao Inconsciente psicanalítico, com um foco maior na abordagem analítica ou Junguiana. Através da trajetória de seu protagonista, Rudá, é realizado esse exercício literário, poético e reflexivo sobre a existência a partir dos olhares mencionados. Diversas batalhas serão travadas por esse jovem que encontra no sentido e no poder do amor, não somente a essência da realização do viver, mas a força para fazer engrenar uma nova história.

 

18:30h – LEITURA GUIADA – IGREJA SANTA ISABEL E CEMITÉRIO BIZANTINO (JOANA) (REDES)

Prática leitora onde as palavras saem dos seus lugares previsíveis e transitam por espaços vários, assumindo assim, formas, cores, sons e imagens. A atividade da leitura guiada convoca o leitor/ ouvinte para o exercício da escuta que está para além do ouvir, aqui o modo de ler é solidário (porque partilhado) a voz do outro ecoa em percursos, trilhas, praças, becos, ruelas, igrejas. É a leitura em movimento instigando o sentir, resignificando conceitos. Em suma, é a Literatura pedindo passagem, transpondo muros, bibliotecas, salas de aula. Ganhando o mundo.

 

LEITURA GUIADA 1 (JOANA)

Local: Igreja Santa Isabel

Data: 12 I Sábado – Horário: 18:30h

Título: A batalha do universo inconsciente

Articulador: Gregório Borges Machado

 

LEITURA GUIADA 2 (REDES SOCIAIS)

Local: Cemitério Bizantino

Data: 12 I Sábado – Horário: 18:30h

Título: Tempo e eternidade: a luz de cada um

Articulador: Lana Sheila

 

19h – NARRATIVAS COMPOSICIONAIS SOBRE O SERTÃO (JOANA)

Local: Centro Cultural

Data: 12 I Sábado – Horário: 19h

Título: O Sertão de Euclides e o Elomariano

Participantes: Rita de Cassia Mendes Pereira (UESB) e Luiz Otávio de Magalhães (UESB)

 

Na atividade Narrativas Composicionais sobre o Sertão, o sertão de Euclides e o Elomariano serão abordados em contraponto. Em destaque, as imagens, os discursos e as formas discursivas que ganham corpo na escritura de Euclides da Cunha e na obra multifacetada do escritor, poeta e compositor Elomar Figueira de Mello.

 

Rita de Cássia Mendes Pereira – Doutora em História Social pela USP com pós-doutorado em História pela UFBa. Professora Titular de História Medieval e docente do Programa de Pós-Graduação em Letras da Uesb.

 

Luiz Otávio de Magalhães – Doutor em História Social pela USP. Professor Titular de História Antiga e docente do Programa e Pós-Graduação em Letras da Uesb. Editor responsável da Revista Politeia: História e Sociedade.

 

20h – CONCERTO LÍTERO MUSICAL (AILTON)

Local: Centro Cultural

Data: 12 I Sábado – Horário: 20h

ELOMAR: “Diálogo Concertante no sertão de Euclides e de Elomar”

Com Elomar Figueira Mello e a participação do maestro João Omar de Carvalho

Após o concerto, lançamento do livro “A Era dos Grandes Equívocos”, de Elomar Figueira Mello

 

22h – SHOW – PRAÇA CEL. PROPÉRCIO (REDES SOCIAIS)

Local: Calçadão Literário

Data: 12 | Sábado – Horário: 22h

Forró – Cainã Araújo e Banda (Baile Perfumado)

espaço

QUARTO DIA – DOMINGO – 13 DE AGOSTO

 

08h – TRILHA DOS CONTOS (REDES SOCIAIS)

Passeio com Guias (por adesão de taxa com a Associação de Guias)

Local: Concentração na Praça da Igreja Santa Isabel

 

09h – FLIGECINE (DÉBORA)

Local: Casa Filarmônica

Data: 13 I Domingo – Horário: 09h

Filmes: Mãos de vento e olhos de dentro, A menina que pescava estrelas, Brincadeira de Criança e Um simples olhar.

 

– MÃOS DE VENTO E OLHOS DE DENTRO, de Susanna Lira, 2008, FICÇÃO, 13 min.

 

Sinopse: A amizade entre duas crianças que brincam de encontrar desenhos em nuvens se transforma depois que uma delas descobre um segredo.

 

– A MENINA QUE PESCAVA ESTRELAS, de Ítalo Cajueiro, 2008, ANIMAÇÃO, 9 min.

 

Sinopse: Mais do que guias, as estrelas servem como uma parábola materna sobre a vida, na tentativa de fazer uma criança compreender o inexplicável.

 

– BRINCADEIRA DE CRIANÇA, de Cristiano Alves de Oliveira, 2008, ANIMAÇÃO, 2 min.

 

Sinopse: Um grupo de crianças brinca em um parque. Sentado em um banco, um menino com deficiência física — ele tem uma perna amputada — as observa atentamente.

 

– UM SIMPLES OLHAR, Coletivo Cinema no Interior, 2015, FICCÃO, 15 min.

 

Sinopse: Luna é uma jovem com apenas dez por cento da visão que permanece refém da busca obsessiva de seu tio por uma pedra preciosa. Sem família ou amigos que possam interceder, Luna tenta evitar o assédio crescente do tio enquanto busca um caminho para exercer sua liberdade.

 

09h – FLIGEZINHA (INDHIRA)

Local: Espaço Academia da Leitura

Data: 13 I Domingo – Horário: 09h

Tema: Oficina de Haicai infantil e pintura

 

Ministrante: Rumena Cruz Lages

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, especialista em Psicologia Clínica, Educacional, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e pós-graduanda em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Plantonista no Projeto Plantão Psicológico na Escola voltado a comunidades escolares da rede pública e particular de ensino. Fez parte da equipe de intervenção do Projeto Criança Esperança BH, onde realizava atividades em Oficinas em Dinâmica de Grupo e Arteterapia com crianças e adolescentes. Psicóloga Educacional da Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Lazer de Barra da Estiva e Coordenadora do Núcleo de Psicologia Integrada. Mãe, educadora e incentivadora de sonhos e artes. Ama o que faz.

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E MÚSICAS EM LIBRAS

Ministrante: Rozilda Almeida Neves Magalhães

Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia-UNEB. Especialista em Psicologia da Educação/Psicopedagogia/Educação Especial Inclusiva/Alfabetização e Língua Portuguesa nos anos iniciais do ensino fundamental / LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Coordenadora Pedagógica na Equipe de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação – SMED e no NAIPD – Núcleo de Acessibilidade e Inclusão para Pessoas com Deficiência – UESB/ Vitória da Conquista/BA.

 

09h – CAFÉ COM O AUTOR (AILTON) (JOANA)

Local: Calçadão Literário e Estande LDM

Data: 13 | Domingo – Horário: 09h

 

Abertura com o Coral da UESB

Regente: Cláudia Cavalcante

 

Café com o Autor – Sessão de autógrafos e bate-papo com autores

Participantes: Luar do Conselheiro (Aidner Mendez) / Tahiana Borges / Neivande Dias / Rita Queiroz / Gésia Cássia Lima Sales / Dulce Moreira Sampaio / Bhavaraja Dharmananda / Felipe Eduardo F. Marta, Leila Maria Prates T. Mussi e Berta Leni Costa Cardoso.

 

Livro: Memórias do Bullying

Autora: Tahiana Borges

Psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas. Atua na área clínica e organizacional. Escreve artigos para diversos blogs e revistas eletrônicas e ministra palestras em empresas, escolas, equipes de saúde e comunidades, sempre com temas relacionados à Psicologia, Comportamento Humano e Bullying. Sofreu bullying na infância, por quatro anos consecutivos, e por isso desenvolveu um interesse especial pelo assunto, dedicando-se a estuda-lo profundamente nos últimos anos. Em novembro de 2015 lançou seu primeiro livro intitulado Memórias do Bullying, que narra a sua história pessoal a partir de duas perspectivas: a de ex-vítima de bullying e a de psicóloga.

 

Ementa: Atualmente o fenômeno bullying/violência escolar tem sido assunto de constante preocupação e discussão entre professores, pedagogos, psicólogos, pais e estudantes em todo o mundo. Isso acontece devido ao crescimento desse fenômeno, que tem feito com que muitas crianças sofram violência física, psíquica e verbal no ambiente que deveria lhes transmitir segurança e socialização: a escola. Com isso, o bullying passou a ser considerado um problema de saúde pública internacional. O livro “Memórias do bullying” aborda o assunto a partir de duas perspectivas: a experiência profissional da autora do livro como estudiosa dos fenômenos psicológicos relacionados ao bullying e; as experiências de ter sido vítima de bullying na infância, corroborando as pesquisas citadas no livro. Dessa forma, os profundos sentimentos e emoções vividos durante os quatro anos em que a autora sofreu com o bullying são narrados em paralelo a estudos inovadores sobre as causas, as consequências e os aspectos psicológicos que envolvem o problema. Em “Memórias do bullying” é possível compreender a definição, as formas e a origem da violência escolar entre alunos, além da percepção sobre o perfil das crianças envolvidas, as consequências na vida infantil e adulta e estratégias de intervenção e prevenção acompanhados de uma história de sofrimento que foi transformada em superação narrada com sensibilidade em trechos autobiográficos.

 

Livro: Turismo em terra de romaria

Autora: Neivande Dias

Mestre em Gestão de Negócios Turísticos pela Universidade Estadual do Ceará, graduada em Administração pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e em Letras pela mesma instituição. É especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras e em Inglês como Língua Estrangeira pela UESB. É docente do curso de Administração da Universidade do Estado da Bahia, campus XVII. Nesta instituição, coordena também o curso de pós-graduação lato sensu em Gestão Estratégica das Organizações.   Exerceu a função de Coordenadora Local do curso de Letras do Plano Nacional de Formação de professores da Educação Básica (PARFOR/ Plataforma Freire), polo de Bom Jesus da Lapa.

 

Ementa: O livro discute dois grandes fenômenos sociais: turismo e religião.  A realização de deslocamentos por motivações religiosas não é recente, ao contrário é milenar. Contudo, na contemporaneidade, viagens motivadas pela fé e busca ao sagrado recebem a designação de Turismo Religioso. Pesquisas científicas sobre este fenômeno ainda são incipientes, portanto, requerem estudos que ajudem na delimitação das bases conceituais, dando a este segmento uma identidade própria.   O livro torna-se fundamental para aqueles que desejam compreender melhor essa temática. A obra mostra como se iniciaram as primeiras romarias a um morro natural com um complexo de grutas no sertão da Bahia, às margens do Rio São Francisco. Transformada pela religiosidade popular em lugar sagrado, a formação rochosa na qual abriga a imagem, dita milagrosa, de Jesus Cristo crucificado atrai milhares de visitantes todos os anos. Romeiros de deslocam em busca de milagres, bênçãos ou para agradecimentos ao Senhor Bom Jesus. A cidade ficou popularmente conhecida com “Terra de Romaria”, em uma mistura de fé, sacrifício e devoção.

 

Livro: Canibalismos

Autora: Rita Queiroz

Doutora em Filologia e Língua Portuguesa (USP). Mestre em Letras e Linguística e Graduada em Letras Vernáculas (UFBA). Professora da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS. Organizadora do livro Confraria poética feminina (poemas – Penalux, 2016). Integrante da Plataforma Virtual Mapa da Palavra 2016 (Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb). Integra as seguintes coletâneas: Poetize 2017: Concurso Nacional Novos Poetas (2017); Antologia de poesia brasileira contemporânea Além da terra, além do céu (2017); Todas as mulheres do mundo (2017); Sarau Brasil (2016), Poesias sem fronteiras (2016), Prosa e verso (Oficina de criação literária – 8ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana-BA – 2016). 1º lugar no concurso “Amor, paixão, loucura”, Editora Litteris (Rio de Janeiro). Poemas selecionados nos concursos “Pé de poesia” (Salvador-BA) e “Pão e poesia” (Blumenau – SC).

 

Ementa: O livro intitulado Canibalismos traz 152 micropoemas, cuja temática está voltada para o erotismo romântico. Textos que tratam do ato de devorar sexualmente a própria espécie em banquete servido aos deuses, em uma antropofagia às avessas, pois tudo se converte em poesia. Há um jogo de sedução, através do grito feminino, do qual emanam versos leves e contemporâneos, com a força da mulher que reconhece seu lugar no mundo.

 

Livro: A Pedagogia do ser: educação dos sentimentos e valores humanos

Autora: Dulce Moreira Sampaio

Dra. h. c. conferido pela U.L.S.H.P (Université Libre des Sciences de L’homme de Paris/FRA), UNIP­/IESP-Lauro de Freitas/BA em 2016. Mestra em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social, Especialista do Ensino Superior e em Terapia Organizacional e Pedagoga. É integrante do Colegiado da UNISOES/BA (União das Sociedades Espiritualistas Ciência Arte e Filosofia). Autora de vários projetos na área de Desenvolvimento Humano e Educação. Autora dos livros: A pedagogia do ser: educação dos sentimentos e valores humanos. Ed. Vozes, 6 º edição. Educação e reconexão do ser: um caminho para transformação humana planetária, Ed. Vozes; A conquista da felicidade: ­ uma jornada interior. Ed. Chiado­ PT. Ganhou o 1º Prêmio Ser Humano Luiz Tarquínio da ABRH/BA (Associação Brasileira de Recursos Humanos) em ­2012. Prêmio Excelência de Qualidade Brasil/2013 na categoria Profissional do Ano ­2013 da BRASLIDER (Associação Brasileira de Liderança) SP. É membro efetivo da Academia de Letras de Lauro de Freitas/BA.

 

Ementa: O livro é voltado para a educação dos sentimentos e valores humanos. Sistematiza em suas bases epistemológicas e filosóficas as teorias dos grandes mestres as diversas áreas do conhecimento, conseguindo, de forma objetiva, aprofundar as questões fundamentais do contexto atual, indicando caminhos que promovam mudanças na educação e na sociedade.

 

Livro: Barriguda – Raiz em Flor

Autora: Gésia Cássia Lima Sales

Graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia-UFBA e com algumas pós-graduações na área de Educação, Gésia Cássia Lima é autora do Livro Barriguda Raiz em Flor. Filha de Alagoinhas, não esquece Lagoa Redonda, onde passou a infância; nem Entre Rios, a adolescência. Demorou-se em Salvador e escolheu a Chapada Diamantina para viver outras histórias. Mais dois livros estão a caminho: MINHA VIDA DÁ UM ROMANCE (Romance) e CORAÇÃO LABIRINTO (Poesias para adultos).

 

Ementa: Trata-se de Literatura Baiana – Memórias Literárias, Contos e Versos inspirados na Comunidade Quilombola de Barriguda, Mucugê. A maioria dos personagens é real; alguns vivem apenas em memórias, outros desfilam por Barriguda – no livro e na Comunidade, nos contando seus segredos reveláveis.

 

Livro: A vida e suas Histórias – Contos, Histórias e Parábolas

Autor: Bhavaraja Dharmananda

Professor de Filosofia formado pela UCSAL, Terapeuta acupunturista e massoterapeuta há 18 anos, Especialista Coach, Instrutor de Yoga e Meditação há 26 anos, Empresário, Fundador da 1ª Escola de Yoga da Chapada Diamantina – Ashram Dharmananda Mahavidya TantraYoga, Coordenador do Projeto social CEASE – (Criança Zen – yoga e meditação nas Escolas Públicas de Mucugê), Designer Ilustrador e Escritor.

 

Ementa: A vida e suas histórias – Neste livro você encontrará histórias que resgatam os valores morais, éticos e espirituais importantes em nossas vidas, por este motivo ele é diferente de muitos livros dessa categoria, pois tem como objetivo transmitir experiências com base em fatos reais.

 

Livro: Justiça restaurativa e crimes culposos

Autor: Luciano Tourinho

Advogado. Doutorando em Direito Público – Direito Penal, pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Direito Público – Direito Penal pela Universidade Federal da Bahia. Especialista em Direito Público e em Ciências Criminais pela Faculdade Independente do Nordeste. Graduado em Direito pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Graduado em Direito pela Faculdade Independente do Nordeste. Professor auxiliar de Direito Penal e Direito Processual Penal na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Professor de Direito Penal e Direito Processual Penal na Faculdade Independente do Nordeste.

 

Ementa: A proposta que apresentamos surge como projeto de revitalização de práticas antigas, a partir da reparação dos danos suportados pela vítima do delito. Para cumprimento desse objetivo, recorremos aos procedimentos participativos, envolvendo a comunidade de próximos, no sentido de satisfação das finalidades legítimas das respostas jurídico-penais, realizadas pela reinserção social do infrator, bem como, pela restauração da confiabilidade normativa. Concentramos especial atenção aos delitos de natureza culposa, decorrentes da inobservância do dever de cautela, diante do comportamento direcionado à realização de riscos, inicialmente, permitidos, por considerarmos a inefetividade e a inadequação das respostas penais tradicionais para crimes dessa modalidade.

 

Livro: História do Esporte

Organizadores: Felipe Eduardo F. Marta, Leila Maria Prates T. Mussi e Berta Leni Costa Cardoso

 

Felipe Eduardo Ferreira Marta – Licenciado em Educação Física (Unesp/SP); Doutor em História (PUC/SP) e Pós Doutor (Virginia Tech/USA); Professor da UESB/BA e Coordenador do Grupo de Pesquisa CORPORHIS – História, Corpo e Cultura.

 

Leila Maria Prates Teixeira Mussi – Licenciada e Mestre em História (UNEB/BA); Professora da UNEB/BA e FASAVIC/BA; Líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em  Educação, Cultura e Saúde.

 

Berta Leni Costa Cardoso – Graduada em Educação Física (Unimontes/MG); Doutora em Educação Física (UCB/DF); Professora da UNEB/BA; Pesquisadora do Grupo de Pesquisa sobre mulher, gênero e Saúde.

 

Ementa: O livro é resultado da parceria entre o ‘Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Cultura e Saúde’ e o ‘Grupo de Pesquisa CORPORHIS – História, Corpo e Cultura’, com a reunião de artigos interessantes e atuais para quem quiser aprender um pouco mais sobre a História do Esporte no Brasil.

 

Livro: Versejos e outras sertanices

Autor: Luar do Conselheiro (Aidner Mendez)

Poeta, Escritor, Compositor, Cantador, Romancista, Cordelista, Roteirista, Biógrafo e ligado a diversas áreas de arte, cultura e educação. Mestre em cultura oral pela lei Griot, através do Ministério da Cultura. Pesquisador e palestrante das temáticas inerentes à história e cultura popular nordestina. Autor de quatorze livros publicados em português e um traduzido para o espanhol, e de mais quatro livros aguardando publicação. Poemas publicados em coletâneas e revistas, no Brasil e em Portugal, além de escrever roteiros e peças. Premiado em diversos concursos literários do Brasil, bem como recebendo menções honrosas pela sua poesia. Tem sua obra analisada por três trabalhos acadêmicos, Imortal pela Confraria Brasileira de Cultura, Títulos de Embaixador da Poesia pelo Movimento Café com Poesia, Título de Personalidade de Importância cultural, concedido pela UBESC-União Baiana de Escritores & Revista Òmnira.

 

Sinopse: Compilação de poemas pautados na cultura popular nordestina, e pequenos artigos sobre cultura e história do nordeste brasileiro. O poeta e escritor dá sua visão de temas como cangaço, sebastianismo, insurreições do nordeste e esvai-se em versos que mostram bem a linha sertânica que segue.

 

11h – PALESTRA (INDHIRA)

Local: Centro Cultural

Data: 13 | Domingo – Horário: 11h

Tema: Anésia Cauaçu, uma mulher à frente do seu tempo

Após a palestra lançamento do livro

 

Palestrante: Domingos Ailton

Escritor, poeta, jornalista e professor da UESB. Licenciado em Letras, especialista em Literatura pela UESB e mestre em Memória Social e Documento pela UNIRIO.  Consultor e instrutor do Sebrae para as áreas de Gestão Ambiental e Desenvolvimento Setorial (Cultura e Turismo), presidente do Grupo Ecológico Rio das Contas – GERC e membro titular  da Câmara Técnica  de Educação Ambiental e  do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama. Co-fundador da Academia de Letras de Jequié, diretor regional do Sinjorba e editor da Revista Cotoxó. Autor dos romances O Fogo do Povo, Anésia Cauaçu e Antônio Burokô, do ensaio Figuras Típicas e Religiosidade Popular de Jequié e co-autor do MiniDicionário O que a Galera Fala e dos vídeocumentários Rio das Contas: potencialidade e poluição,  Lapa: a Fé do Sertão, Projeto Mãe da Mata,  Memória e Ambiente Natural de Contendas do Sincorá, O Candomblé na Cidade de Jequié.

 

Ementa: Anésia Cauaçu foi uma mulher à frente do seu tempo. Pioneira no sertão baiano de Jequié a ingressar no cangaço, antecedendo mulheres como Maria Bonita, Dadá e Lídia, era líder do bando de cangaceiros Cauaçus. Primeira na região de Jequié a praticar montaria de frente, já que as mulheres de sua época montavam de lado em uma sela denominada silhão, e a vestir calças compridas (as mulheres do período em ela viveu apenas usavam vestidos e saias), para facilitar o combate em cima do cavalo. Tinha uma pontaria extraordinária no enfrentamento de jagunços dos coronéis e das tropas policiais, além de ter sido a primeira mulher branca jequieense a praticar a luta da capoeira.

 

12h – LEITURA VIVA (REDES SOCIAIS)

Apresentações artísticas, declamações, cordel, intervenções espontâneas

Local: Calçadão Literário

Data: 13 | Domingo – Horário: 12h

 

14h – FLIGEZINHA (INDHIRA)

Local: Centro Cultural

Data: 13 | Domingo – Horário: 14h

Visita guiada à exposição “A Terceira Margem”

 

14h – MESA DE CONVERSA (DÉBORA)

Local: Centro Cultural

Data: 13 | Domingo – Horário: 14h

Tema: Bahia em estado feminino da escrita

Mediadora: Zoraide Portela (UNEB)

Participantes: Marta Galrão e Ângela Vilma, Ana Isabel Rocha Macedo

 

Martha Galrão (Salvador-BA), graduada em Psicologia, prefere ser poeta e professora. Participou das antologias poetas @independentes (2007), pórtico 3(2009) e Todas as Mãos, edição comemorativa do Caruru dos Sete Poetas (2014). É autora de A Chuva de Maria (Kalango, 2011), Muadiê Maria – Coleção Cartas Bahianas (P55 Edições, 2013) e Um rio entre as ancas, Coleção Pedra Palavra, 2013.

 

Ângela Vilma nasceu em Andaraí-Ba. Começou a escrever aos 12 anos de idade e aos 22 publicou seu primeiro livro de poesia, “Beira-Vida”, patrocinado por um garimpeiro da região. Em 1994, ainda com patrocínio local (Andaraí), publicou seu segundo livro, “Poemas escritos na pedra”. Em 1993 iniciou a graduação em Letras na UEFS, e conheceu o poeta e professor Antonio Brasileiro, participando das revistas “Hera” e “Olho d’Água”, além de oficinas de criação literária ministradas pelo referido poeta. Fez mestrado (1999-2001) e doutorado (2002-2006) em Teoria da Literatura na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Publicou sua dissertação de mestrado “A tessitura humana da Palavra: Herberto Sales, contista” pelo FUNCEB em 2004. Em 2010 lançou, pelas Cartas Bahianas, editora P55, o livro “Poemas para Antonio”, e, em 2016, “A solidão mais funda”, pela Editora Mondrongo. Participou da FLICA, no mesmo ano, lançando o supracitado livro. Desde 2010 é professora de Teoria da Literatura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), campus Amargosa.

 

Ana Isabel Rocha Macedo professora aposentada da UESB, instituição na qual, durante 30 anos, esteve lotada no Departamento de Letras, atuando como professora, extensionista e pesquisadora, na área de Linguística e Língua Portuguesa. Nesse intercurso participou do Programa Nacional de Leitura – PROLER, ministrando diversas oficinas. Junto à produtora de vídeo da Instituição – PROVÍDEO, foi âncora do programa televisivo da UESB – TELA-VIVA, elaborou alguns argumentos de vídeos e coo-dirigiu outros. Durante alguns anos, como Assessora Especial de Comunicação, Editoração e Vídeo da UESB, implementou trabalhos nestas áreas. Como sindicalista, participou por duas vezes da diretoria do sindicato dos professores da Universidade – ADUSB. Atualmente, dedica-se a escrever literatura. São de sua autoria os romances: MALVA – um meio sorriso e um certo olhar”, “HELOISA – a do povo de Vicente” e CARMELA – uma história de amor”.

 

16h – BATE PAPO COM O ESCRITOR (JOANA)

Local: Centro Cultural

Data: 13 | Domingo – Horário: 16h

Tema: O Pêndulo de Euclides e Canudos em Tela

Autor: Aleilton Fonseca

Participação: Silvio Jessé

 

Aleilton Fonseca nasceu na cidade de Firmino Alves, Bahia, em 1959, criou-se em Ilhéus, viveu em Vitória da Conquista e reside em Salvador. É graduado em Letras pela Universidade Federal da Bahia, com mestrado pela Universidade Federal da Paraíba e doutorado pela Universidade de São Paulo. Foi professor na Université d’Artois, na França, em 2003. Leciona Literatura na graduação e na pós-graduação da Universidade Estadual de Feira de Santana, com pesquisa sobre literatura e imagens urbanas, sertanejas e ecológicas. Escreve contos, romances, crônicas, poesia e ensaios, tendo mais de 20 livros publicados, sendo 5 traduzidos no exterior. Participa regularmente de eventos nacionais e internacionais de literatura. Tem textos traduzidos para francês, inglês, espanhol, alemão, neerlandês e italiano. Pertence ao Pen Clube do Brasil, à UBE-SP, à Academia de Letras da Bahia, de Itabuna e de Ilhéus.

 

Silvio Jessé nasceu em Vitória da Conquista – BA, no dia 06 de Setembro de 1960. De 1979 a 1983 fez o Curso de Educação Artística com habilitação em desenho, na UCSal – Universidade Católica do Salvador. Em 2003, fez Pós-Graduação no Curso de Especialização lato sensu em Psicologia da Educação, Enfase no Processo Ensino Aprendizagem no Instituto de Ensino Superior Juvêncio Terra – JTS.  Desde 1979, quando particpou da Exposição do 1º Salão de Estreantes na Panorama Galeria de Arte em Salvador – BA, Silvio Jesse, já expôs sua obra como artista plático  em várias cidades do Brasil e tem trabalhos de sua autoria, em vários paises, entre eles: Espanha, Portugal, Canadá, Estados Unidos, Dinamarca, Luxemburgo, França, Angola, Alemanha.

 

Ementa: Nos seus 120 anos, a Guerra de Canudos continua suscitando interesse, estudos, debates e reflexões em vários setores da cultura, desde a historiografia, a narrativa de ficção, a poesia, o cordel, a música e as artes plásticas.  Muitos foram a Canudos e falaram da terra, do homem sertanejo e da luta de Antônio Conselheiro. Mas, e as vozes do sertão? O que elas têm a dizer? Através da literatura, podemos refletir sobre as relações contraditórias entre os discursos e a necessidade de se reverem e reescreverem as versões oficiais sobre a guerra, seus motivos e consequências, ao ouvir e considerar as versões dos camponeses do Arraial de Santo Antônio do Belo Monte (Canudos), vencidos e massacrados pelas forças da república velha. O sertão de Conselheiro continuam vivo na memória e na fala dos narradores orais, que representam a resistência material e simbólica do povo sertanejo diante da opressão e das injustiças sociais ao longo da história.

 

18h – CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO (AILTON)

Local: Centro Cultural

Data: 13 | Domingo – Horário: 18h

Tema: A normalização das políticas públicas de livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil: Encontros e Desencontros

Mediadora: Avanete Pereira Sousa (UESB)

 

Conferencista: Cristian José Oliveira Santos Brayner (DLLLB – MinC)

Redator da Coluna Arenas na CRB-1 em Revista, exerceu cargo de conselheiro do Conselho Regional de Biblioteconomia da Primeira Região; e possui doutorado em Literatura e Práticas Sociais, mestrado em Ciência da Informação e graduação em Biblioteconomia, Letras (Língua e Literatura Francesas), Filosofia e Tradução, além destes títulos foi, também, agraciado com o Prêmio Casa de las Américas em 2016.

20h – CONCERTO DE ENCERRAMENTO (JOANA)

Local: Centro Cultural

Data: 13 | Domingo – Horário: 20h

Concerto com músicos do Programa NEOJIBA

Maestro Marcos Rangel

Criado em 2007 como um dos programas prioritários do Governo do Estado da Bahia, o NEOJIBA tem por objetivo alcançar a integração social por meio da prática coletiva e de excelência da música. O programa beneficia mais de 4.600 crianças, adolescentes e jovens em seus Núcleos de Prática Orquestral e Coral e através de ações de extensão, como a Rede de Projetos Orquestrais da Bahia e o Projeto NEOJIBA nos Bairros. O diretor fundador é o maestro e pianista Ricardo Castro.