Jarid Arraes

Uma das mais jovens escritoras da literatura brasileira contemporânea, Jarid Arraes tem uma formação singular assentada no Nordeste, na tradição do cordel e da xilogravura. Ela recompõe a voz da mulher sertaneja com o protagonismo da escrita originária na oralidade em formato de cordel. Sua escrita inspira-se nas tradições nordestinas, em especial sua própria história familiar, pois é filha de cordelista, e inclui a denúncia e a crítica social. Jarid se apresenta como escritora, cordelista, feminista e mulher negra. Autora de “As Lendas de Dandara”, “Heroínas Negras Brasileiras: em 15 cordéis” e “Um Buraco Com Meu Nome”, Jarid trabalha sobre narrativas tradicionais e questões de ancestralidade para construir uma literatura de luta. Na Fligê, irá lançar o seu primeiro livro de contos “Redemoinho em dia quente”, com enredo que mescla crítica social, vozes ancestrais e realismo no enquadre da figura feminina como personagem.

Lançamento: “Redemoinho em dia quente” (2019)

Escritora conhecida por seus cordéis, Jarid Arraes estreia no gênero dos contos em “Redemoinho em dia quente”. Focando nas mulheres da região do Cariri, no Ceará, os contos de Jarid desafiam classificações e misturam realismo, fantasia, crítica social e uma capacidade ímpar de identificar e narrar o cotidiano público e privado das mulheres. Uma senhora católica encontra uma sacola com pílulas suspeitas e decide experimentar um barato que a leva até o padre Cícero, uma lavadeira tenta entender os desejos da filha, uma mototáxi tenta começar um novo trabalho e enfrenta os desafios que seu gênero representa — Jarid Arraes narra a vida de mulheres com exatidão, potência e uma voz única na literatura brasileira contemporânea.

“O leitor se surpreenderá com a originalidade e a fluência da voz que aqui, nestes contos, enfrenta e revela o emaranhado de contradições que cada um de nós carrega.” – Maria Valéria Rezende

Na Fligê: Rota da Palavra 3

17/8 – Sábado – 9h – CARAVANAS E HEROÍNAS ENTRE ESCRITA E ORALIDADE


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